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MARCHA ANTIFASCISTA CONSOLIDA PORTO ALEGRE COMO REFERÊNCIA GLOBAL DE RESISTÊNCIA E LUTA

Atualizado: há 1 dia


No dia em que completou 254 anos, Porto Alegre voltou a ser palco de mobilização política. O ato de abertura da 1ª Conferência Internacional Antifascista, realizado no final da tarde de quinta-feira (26/3), reuniu milhares de pessoas no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico da capital gaúcha. A Marcha Antifascista mobilizou organizações não governamentais, movimentos sociais, estudantes, centrais de trabalhadores, sindicatos, coletivos populares e partidos políticas, combinando denúncia, memória e fazendo projeção para o futuro. CONFIRA O VÍDEO

Com palavras de ordem, faixas e intervenções culturais, os participantes reforçaram a necessidade de enfrentar o fascismo em suas múltiplas formas — da violência política à precarização social.

A escolha de Porto Alegre não é casual: a capital gaúcha carrega histórico de participação popular, mas também se tornou, nos últimos anos, um território simbólico das disputas políticas no país. Lideranças e ativistas políticos de mais de 50 países participam da conferência, que busca construir estratégias comuns diante do crescimento global da extrema direita. A preocupação pela soberania dos povos é o eixo central dos debates, durante as atividade que terminam no domingo, dia 29. Os participantes vão discutir assuntos como a desinformação, os ataques às instituições democráticas, a criminalização dos movimentos sociais e os impactos das políticas neoliberais sobre a vida da população. O grande número de mulheres participantes das atividades tem garantido que a temática da violência e do crescimento do número de feminicídios estejam permanentemente em pauta. A marcha percorreu ruas centrais da cidade e reafirmou o papel da mobilização popular como instrumento político. Para os organizadores, mais do que um ato pontual, a manifestação expressa um processo em curso: a reorganização de forças sociais dispostas a enfrentar o autoritarismo e a reconstruir horizontes democráticos.

Ao ocupar as ruas no aniversário da cidade, os manifestantes também ressignificaram a data de aniversário da capital gaúcha. Resgatar a história nos remete a pensar que Porto Alegre está fazendo 254 anos e ao longo do tempo tentam apagar passado, de mais de 12 mil anos, ocultando as formas de ocupação violenta da cidade – desde a expulsão contínua de comunidades indígenas, quilombolas e periféricas – até a destruição de vestígios dos seus legados tecnológicos e culturais. Porto Alegre não apenas espaço geográfico, é um importante território político — onde a história segue sendo disputada, na efervescência dos debates, na disputa por conceitos, ideias, a partir das narrativas e das vozes que hoje se negam a calar.

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