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ELEITORADO IDOSO CRESCE, MAS O BRASIL AINDA DEVE PROTEÇÃO E VIDA DIGNA A QUEM ENVELHECE


O Brasil envelheceu — e as urnas também. Artigo de Paulo Baía, publicado originalmente no Agenda do Poder em 14 de abril de 2026 e reproduzido pelo Instituto Humanitas Unisinos (IHU) em 16 de abril de 2026, mostra que o eleitorado com 60 anos ou mais cresceu 74% desde 2010, muito acima da expansão geral do eleitorado brasileiro, que foi de cerca de 15% no mesmo período [1].


A mudança é profunda. Em 2010, o país tinha 20,8 milhões de eleitores idosos. Em 2026, são 36,2 milhões. Isso significa que quase um em cada quatro eleitores brasileiros tem 60 anos ou mais, alcançando 23,2% do eleitorado nacional [1].


O dado revela uma contradição central: os idosos se tornaram uma força eleitoral decisiva, mas continuam enfrentando um país que ainda não transformou esse peso político em políticas públicas capazes de garantir proteção, cuidado, mobilidade, renda, saúde e vida digna.


O levantamento citado por Baía, produzido pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados com base no cadastro do Tribunal Superior Eleitoral, mostra também que o eleitorado idoso não é homogêneo. Entre 60 e 69 anos, o voto é obrigatório; acima dos 70, é facultativo. Em 2022, a abstenção entre idosos chegou a 34,5%, mas com forte diferença interna: 14,3% entre 60 e 69 anos e 58,9% entre os com 70 anos ou mais [1].


Ainda assim, o peso absoluto é incontornável. Em 2022, 21,6 milhões de idosos compareceram às urnas. No Rio Grande do Sul, a presença desse grupo é ainda mais expressiva: 29% do eleitorado estadual tem 60 anos ou mais, o maior percentual do país [1].


Para o Esquina Democrática, o ponto político está justamente aí: não basta reconhecer o idoso como voto. É preciso reconhecê-lo como sujeito de direitos. O crescimento desse eleitorado exige mais do que campanhas segmentadas e discursos eleitorais. Exige políticas permanentes de proteção social, combate ao abandono, acesso à saúde, transporte, moradia, inclusão digital e respeito à memória de quem ajudou a construir o país.


Baía observa ainda que desprezar a presença dos idosos nas redes sociais, especialmente no Facebook, é erro estratégico. Segundo o artigo, esse público lê, compartilha, compara experiências e responde menos a slogans do que à coerência, trajetória e consistência [1].


O tempo, agora, pesa nas urnas. Mas a democracia brasileira será medida também pela capacidade de transformar esse peso eleitoral em dignidade concreta para quem envelhece.

FONTES

[1] Instituto Humanitas Unisinos (IHU) – “Quando o tempo decide: o poder eleitoral dos idosos no Brasil contemporâneo. Artigo de Paulo Baía” – 16/04/2026 https://www.ihu.unisinos.br/categorias/664866-quando-o-tempo-decide-o-poder-eleitoral-dos-idosos-no-brasil-contemporaneo-artigo-de-paulo-baia

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