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O JORNALISMO DE ESQUERDA TAMBÉM TEM LACRADORES MORALISTAS, POR MOISÉS MENDES*

Já existe um ‘Caso Toffoli’, assim carimbado nas capas dos jornalões. O estagiário do Supremo sabe o que acontecerá. Parte da mídia alternativa ou independente ou progressista ou de esquerda já está embarcando na história do Caso Toffoli.


E vai usar todas as palavras de ordem impositivas que os jornalões usaram e abusaram no lavajatismo: é preciso isso, é dever aquilo, é obrigação, é inadiável, é inegociável. Porque parte das esquerdas também gosta de ser julgadora, justiceira e lacradora.


Mesmo o jornalismo antifascista também caiu na armadilha da lacração do novo lavajatismo. Lacram para não parecerem fora do tom. Lacram para avalizar que agora o caso se chama Toffoli e assim camuflar tudo o que o caso Master ainda esconde.


Se o caso agora se chama Toffoli, o que vier depois será decorrência do caso Toffoli e ficará em segundo plano. Não há, para dar um exemplo, um nome para o caso, já esquecido, das fintechs da Faria Lima acumpliciadas com o PCC.


O nome que ficou é o dado pela Polícia Federal, Operação Carbono Oculto, que não tem impacto e só o ChatGPT sabe o que significa. No caso do Master, para que a lacração seja melhorada e amplie seus alcances, vamos agora de Caso Toffoli.


Não há como escamotear em torno da situação do ministro, dos constrangimentos para o Supremo e dos custos decorrentes da sequência de fatos sobre o caso, incluindo a suspeita de grampo da reunião de quinta-feira do STF.


Mas não precisa sair lacrando como se todos fossem Malus Gaspares, a anunciadora do clichê das tempestades perfeitas. Precisamos saber, como Lula deseja, quem ainda não apareceu como parte não só da pirâmide, mas do esquema de lavagem de dinheiro do Master.


O plano prioritário declarado dos jornalões é o de usar o caso Master não para desvendar estruturas mafiosas de gente importante do poder financeiro e empresarial e das facções políticas, mas para emparedar o Supremo.


O que vai resultar disso é resposta para, talvez, depois da eleição. Quando direita e extrema direita nos dirão se, com Câmara e Senado hipertrofiados, poderão governar, mandar, cassar, impichar e desmandar, mesmo com Lula eleito.


É nesse ambiente que a esquerda imitadora da direita vai aperfeiçoando suas lacrações, para que não fique em desvantagem em todos os espaços a serem ocupados. E assim o jornalismo também se assemelha a grupos de tios do zap do olha aí, veja isso, não perde esse aqui, passa adiante o que der, bate, ferra, massacra.


Lacram e julgam sumariamente porque tentam buscar equivalências de tom e volume com as vozes das gritarias, ou não serão ouvidos. Lacram porque o lavajatismo contagiou amplos setores, não só da imprensa, e determinou que todos passem a gritar.


Lacram sem piedade até na condenação de Lula por ter aceito a homenagem de uma escola de samba. Já lacraram e agora se acalmaram um pouco na definição lacradora de Fernando Haddad como liberal.


O fascismo se diverte, porque a lacração moralista do prende e arrebenta é a ferramenta deles em busca da síntese rasa e grosseira que fideliza audiências e ainda transforma muita gente em ativistas lacradores.


O Caso Master, se for transformado em Caso Toffoli, estará fazendo a mesma caminhada da Lava-Jato na caçada a Lula. Ninguém queria pegar corruptos dos quais ninguém lembra o nome.

A esquerda caiu na armadilha da lacração

Já existe um ‘Caso Toffoli’, assim carimbado nas capas dos jornalões. O estagiário do Supremo sabe o que acontecerá. Parte da mídia alternativa ou independente ou progressista ou de esquerda já está embarcando na história do Caso Toffoli.


E vai usar todas as palavras de ordem impositivas que os jornalões usaram e abusaram no lavajatismo: é preciso isso, é dever aquilo, é obrigação, é inadiável, é inegociável. Porque parte das esquerdas também gosta de ser julgadora, justiceira e lacradora.


Mesmo o jornalismo antifascista também caiu na armadilha da lacração do novo lavajatismo. Lacram para não parecerem fora do tom. Lacram para avalizar que agora o caso se chama Toffoli e assim camuflar tudo o que o caso Master ainda esconde.


Se o caso agora se chama Toffoli, o que vier depois será decorrência do caso Toffoli e ficará em segundo plano. Não há, para dar um exemplo, um nome para o caso, já esquecido, das fintechs da Faria Lima acumpliciadas com o PCC.


O nome que ficou é o dado pela Polícia Federal, Operação Carbono Oculto, que não tem impacto e só o ChatGPT sabe o que significa. No caso do Master, para que a lacração seja melhorada e amplie seus alcances, vamos agora de Caso Toffoli.


Não há como escamotear em torno da situação do ministro, dos constrangimentos para o Supremo e dos custos decorrentes da sequência de fatos sobre o caso, incluindo a suspeita de grampo da reunião de quinta-feira do STF.


Mas não precisa sair lacrando como se todos fossem Malus Gaspares, a anunciadora do clichê das tempestades perfeitas. Precisamos saber, como Lula deseja, quem ainda não apareceu como parte não só da pirâmide, mas do esquema de lavagem de dinheiro do Master.


O plano prioritário declarado dos jornalões é o de usar o caso Master não para desvendar estruturas mafiosas de gente importante do poder financeiro e empresarial e das facções políticas, mas para emparedar o Supremo.


O que vai resultar disso é resposta para, talvez, depois da eleição. Quando direita e extrema direita nos dirão se, com Câmara e Senado hipertrofiados, poderão governar, mandar, cassar, impichar e desmandar, mesmo com Lula eleito.


É nesse ambiente que a esquerda imitadora da direita vai aperfeiçoando suas lacrações, para que não fique em desvantagem em todos os espaços a serem ocupados. E assim o jornalismo também se assemelha a grupos de tios do zap do olha aí, veja isso, não perde esse aqui, passa adiante o que der, bate, ferra, massacra.


Lacram e julgam sumariamente porque tentam buscar equivalências de tom e volume com as vozes das gritarias, ou não serão ouvidos. Lacram porque o lavajatismo contagiou amplos setores, não só da imprensa, e determinou que todos passem a gritar.


Lacram sem piedade até na condenação de Lula por ter aceito a homenagem de uma escola de samba. Já lacraram e agora se acalmaram um pouco na definição lacradora de Fernando Haddad como liberal.


O fascismo se diverte, porque a lacração moralista do prende e arrebenta é a ferramenta deles em busca da síntese rasa e grosseira que fideliza audiências e ainda transforma muita gente em ativistas lacradores.


O Caso Master, se for transformado em Caso Toffoli, estará fazendo a mesma caminhada da Lava-Jato na caçada a Lula. Ninguém queria pegar corruptos dos quais ninguém lembra o nome.


Queriam pegar Lula. Como querem hoje ter como troféus as cabeças de ministros do Supremo, para que a Corte fique mais dócil e mais controlável por todos os que a Globo representa como incomodados por decisões do STF.


Queriam pegar Alexandre de Moraes, agora pegarão Dias Toffoli e mais adiante sairão atrás de Flávio Dino. Essa é a missão das corporações de mídia, que pautam sites e jornalistas de esquerda com informações e lacrações e orientam condutas lacradoras e justiceiras.

É o Carnaval dos blocos das lacrações. O autor desse texto irá se esforçar para não lacrar, mas não promete que será capaz.


Queriam pegar Lula. Como querem hoje ter como troféus as cabeças de ministros do Supremo, para que a Corte fique mais dócil e mais controlável por todos os que a Globo representa como incomodados por decisões do STF.


Queriam pegar Alexandre de Moraes, agora pegarão Dias Toffoli e mais adiante sairão atrás de Flávio Dino. Essa é a missão das corporações de mídia, que pautam sites e jornalistas de esquerda com informações e lacrações e orientam condutas lacradoras e justiceiras.


É o Carnaval dos blocos das lacrações. O autor desse texto irá se esforçar para não lacrar, mas não promete que será capaz. CONFIRA O BLOG DO MOISÉS MENDES

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