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IMPRENSA OCULTA A PARCIALIDADE CRIMINOSA DE MORO E NÃO DIMENSIONA AS CONSEQUÊNCIAS NA VIDA DE LULA


A grande imprensa conservadora tentou criar um fato a partir de um comentário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre um suposto plano do PCC para assassinar o senador Sérgio Moro (União Brasil -PR). Enquanto a imprensa tentava repercutir os comentários de Lula sobre o episódio, surgiu uma notícia nada agradável para o ex-juiz da Lava Jato. O depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran, marcado para marcado para a próxima segunda-feira (27/3), poderá confirmar definir o futuro do ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro.


O dito popular “Quem com ferro fere, com ferro será ferido” cabe como uma luva neste caso. É que na nova fase da Lava Jato, Tacla Duran poderá confirmar em juízo que aliados de Moro tentaram extorqui-lo, para que ele não fosse preso. O advogado foi incluído na lista de procurados da Interpol, mas teve seu nome retirado por decisão do Comitê de Controle de Arquivos, que considerou que ele teve seus direitos violados por Moro.


De acordo com a Interpol, a conduta do ex-juiz lançou dúvidas sobre a existência de um julgamento justo contra o ex-funcionário da Odebrecht. A organização apontou violação de leis, princípios, tratados e normas do Direito Internacional reconhecidos pelo Brasil. Entre as evidências apresentadas pela defesa de Duran à Interpol estavam as reiteradas decisões de Moro de negar o arrolamento do advogado como testemunha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao fazê-lo, segundo o advogado de Duran, Sebastian Suarez, Moro desqualificou a fala de seu cliente antes mesmo de ouvi-la, como se a tivesse prejulgado.

Outra das evidências é a entrevista de Moro ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Nela, o magistrado fala abertamente sobre o processo, o que viola regras éticas da magistratura.

A imprensa que se solidarizou com Moro, pelos comentários do presidente Lula em relação ao plano do PCC para matar o ex-juiz, talvez tenha esquecido o lado cruel do atual senador. Lula jamais esquecerá que, quando o seu neto faleceu e ele estava preso em Curitiba, Moro não o liberou para o funeral.


Ao ironizar sobre o suposto atentado contra o senador Moro, Lula percebeu o cheiro de armação que surgiu às vésperas de um depoimento marcado para a próxima segunda-feira (27/3). Ao que tudo indica, o cerco está se fechando para o ex-juiz, que desta vez resolveu aparecer como vítima.

 
 

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