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FRACASSADOS, PAULO GAIGER*

 

Vladimir Putin, Benjamin Netanyahu, Abdel Fattah al-Burhan e Donald Trump são quatro homens machos como foram e são os da guerra, do terror, da mentira, da fome, da tortura, da pilhagem, da tirania. Sempre homens, bem mais machos do que homens. Nenhum deles sofre de remorso ou têm empatia e compaixão. Isso são coisas de mulher, devem cavilar desfrutando das imagens de crianças e mulheres estupradas, despedaçadas e assassinadas enquanto coçam o saco e rezam. Seus fiéis seguidores, entorpecidos pela libido e masculinismo que a dor alheia e a injustiça proporcionam, quando o nível é baixo, se refestelam na expectativa de um dia serem como seus ídolos machos, uma claque peniana louvando a imbecilidade como não poderia deixar de ser. Como não conseguem ser donos do mundo e jogar bombas sobre as pessoas que julgam do mal, que sejam as mulheres as eleitas para a descarga da violência, recurso covarde para a sua ascensão falocrática. Machos são covardes. Mulheres são o estorvo e o obstáculo que devem ser removidos. Um estratagema que vem desde antes dos começos da idade do ferro, perto de 1200 a.C., com a invenção das religiões masculinistas e, logo depois, também monoteístas. Um deus sem mãe, sem namorada, sem nenhuma mulher para lhe apontar o caminho da harmonia e da justiça. Tudo pelo contrário, o emudecimento, a subjugação e o apagamento daquelas que podem abalar as colunas da macholência e do belicismo. Homens machos, repito, machos e nenhum pouco homens, estão em crise. Mulheres dizem não, ocupam espaços políticos e sociais, são protagonistas, recusam os papeis tradicionais de esposa e mãe, transam entre elas com prazer e consenso. Na onda masculinista que renasce avessa ao respeito, ao amor e à inteligência, os incels, os redpills, os legendários, os cursinhos como O farol e a forja, o tradwife são ricos em torpeza e ignorância. Denominam proteção (de quem, mesmo?) o que é, de fato, subjugação e obediência, como forjado com perseguição, tortura e fogueira ao longo dos últimos milênios. A mulher como posse é o que almejam porque são homens fracassados, despossuídos de humanidade, incapazes e estéreis de compreensão. Os fracassados necessitam sujeitar e martirizar as mulheres para se sentirem no poder de machos. Depois a ouvir sertanejo universitário ou Wagner. * Paulo Gaiger é artista, cronista

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