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BIG TECHS: O NOVO PODER GLOBAL, POR ALEXANDRE COSTA*

Nos últimos anos, empresas como Google, Meta, Amazon, Apple e Microsoft passaram a ocupar um papel central na economia e na política global, transformando-se em verdadeiras infraestruturas de poder digital.


Essas plataformas controlam hoje fluxos massivos de dados, sistemas de comunicação, redes sociais, publicidade digital e serviços de computação em nuvem, tornando-se intermediárias de grande parte das interações sociais e econômicas do mundo contemporâneo.


Esse modelo é frequentemente associado ao conceito de “capitalismo de vigilância”, no qual a coleta e o processamento de dados pessoais se tornam a principal fonte de valor econômico e de poder informacional.


Além da dimensão econômica, pesquisadores apontam que essas empresas passaram a exercer também influência política significativa, seja por meio do controle de algoritmos que organizam o fluxo de informações, seja pela capacidade de interferir na circulação de conteúdos no debate público.

No campo da política e da comunicação, isso cria um cenário de assimetria informacional, no qual movimentos sociais, organizações populares e instituições democráticas operam dentro de sistemas tecnológicos cuja lógica de funcionamento é definida por empresas privadas globais.

É nesse contexto que surgem debates sobre soberania digital, conceito que envolve a capacidade de sociedades, Estados e organizações desenvolverem infraestruturas tecnológicas próprias, ampliando autonomia sobre dados, comunicação e sistemas digitais.

A proposta apresentada no livro Teia Popular – Soberania Digital: Para vencer esta guerra se insere nesse debate ao sugerir a construção de redes organizativas e comunicacionais capazes de reduzir a dependência das grandes plataformas digitais, fortalecendo formas alternativas de articulação política e social.

 
 
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