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A VINGANÇA É UM JARDIM SELVAGEM TRANSFORMA MEMÓRIAS DE MULHERES EM UMA EXPERIÊNCIA CÊNICA SOBRE LIBERDADE E RESISTÊNCIA


Espetáculo da Cia. Rústica, protagonizado por Priscilla Colombi e dirigido por Patrícia Fagundes, utiliza teatro, música, vídeo e poesia para refletir sobre memória, identidade e o protagonismo feminino.


A arte tem a capacidade de transformar lembranças individuais em experiências coletivas. Ao ocupar o palco, uma história deixa de pertencer apenas a quem a viveu e passa a dialogar com a memória, os afetos e as inquietações de toda uma sociedade.


É desse encontro entre criação artística e experiência humana que nasce A Vingança é um Jardim Selvagem, espetáculo da Cia. Rústica que chega ao Teatro do Centro Histórico -Cultural Santa Casa, em Porto Alegre, para apenas duas apresentações, nos dias 31 de julho e 1º de agosto.


Mais do que contar a trajetória de uma personagem, a montagem propõe uma reflexão sobre as muitas formas de existir como mulher em uma sociedade ainda marcada por desigualdades, silenciamentos e disputas por autonomia. Misturando realidade e ficção, teatro, música, vídeo e poesia, a obra transforma o palco em um espaço de imaginação, resistência e liberdade.


POR QUE ESTA OBRA IMPORTA

As histórias das mulheres nem sempre ocuparam lugar de destaque na memória oficial. Muitas vezes permaneceram restritas ao espaço privado, invisibilizadas ou contadas por outros.


A Vingança é um Jardim Selvagem percorre um caminho diferente.


O espetáculo devolve protagonismo às experiências femininas e propõe um exercício de escuta sobre identidades, escolhas, desejos e reinvenções. A peça convida o público a refletir sobre a liberdade de construir a própria história e sobre a capacidade da arte de transformar vivências pessoais em patrimônio cultural coletivo.


Ao reunir diferentes linguagens artísticas, a montagem reafirma o teatro como espaço de pensamento crítico, sensibilidade e criação.


QUANDO A VINGANÇA SE TORNA RECOMEÇO

A protagonista é uma escritora que decide reconstruir a trajetória de Veronika V., personagem que parece multiplicar-se em inúmeras mulheres ao longo da narrativa.


Professora, cantora, viajante, aventureira ou pistoleira, Veronika nunca se limita a uma única identidade. Sua história percorre lembranças, invenções e possibilidades, aproximando realidade e ficção para refletir sobre diferentes maneiras de ocupar o mundo.


Embora o título remeta à violência, a obra desloca completamente esse significado.

Aqui, a vingança não representa punição nem revanche. Ela torna-se metáfora de transformação, sobrevivência e liberdade. Assim como um jardim selvagem cresce sem obedecer aos limites impostos pelo cultivo convencional, as mulheres retratadas na peça resistem às tentativas de controle e reinventam continuamente suas trajetórias.


UMA PESQUISA SOBRE O PRESENTE

A montagem integra a pesquisa artística desenvolvida pela Cia. Rústica, grupo que há quase duas décadas investiga o encontro entre teatro, música, dança, vídeo e performance.


Sob direção e dramaturgia de Patrícia Fagundes, uma das principais referências do teatro contemporâneo gaúcho, o espetáculo reafirma uma característica marcante da companhia: utilizar diferentes linguagens para provocar reflexão sem abrir mão da poesia, do humor e da imaginação.


Essa combinação transforma a experiência cênica em um espaço de encontro entre arte e vida, aproximando questões contemporâneas do universo simbólico construído no palco.


UMA CRIAÇÃO MARCADA PELO PROTAGONISMO FEMININO

O espetáculo também evidencia a força da presença feminina em todas as etapas do processo criativo. Além da atuação de Priscilla Colombi e da direção de Patrícia Fagundes, a equipe reúne profissionais reconhecidas da cena gaúcha, como Simone Rasslan (trilha sonora), Marga Ferreira (iluminação), Carol Scortegagna (figurino), Lívia Pasqual (vídeos), Yara Balboni (cenografia), Manoele Scortegagna (arte gráfica) e Eduarda Rhoden (produção executiva).


Essa construção coletiva reforça o compromisso da obra com a valorização das diferentes vozes femininas, tanto no palco quanto nos bastidores. Fotos: Adriana Marchiori



TRAJETÓRIA CONSOLIDADA

Primeiro solo da carreira de Priscilla Colombi, A Vingança é um Jardim Selvagem rendeu à atriz o Prêmio Açorianos de Melhor Atriz de 2025, consolidando uma trajetória construída entre teatro, dança, música, cinema e televisão.


Formada pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS e pelo TEPA, Priscilla também recebeu o Prêmio Braskem de Melhor Atriz pelo espetáculo Fala do Silêncio e participou de produções audiovisuais como a série A Benção, exibida pelo Canal Brasil e pelo Globoplay, além dos filmes Perseguição, Cerco a Juvêncio Gutierrez e Nós a Nós.


A direção de Patrícia Fagundes reafirma a pesquisa desenvolvida pela Cia. Rústica, companhia que se consolidou como uma das mais importantes referências do teatro gaúcho contemporâneo ao investigar as relações entre arte, cidade, festividade e transformação social.


SERVIÇO

A VINGANÇA É UM JARDIM SELVAGEM

Quando: 31 de julho e 1º de agosto, às 20h

Onde: Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa CasaAv. Independência, 75 – Porto Alegre

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Sessão com Libras: 1º de agosto

Classificação: Livre


FICHA TÉCNICA

Atuação: Priscilla Colombi

Direção e dramaturgia: Patrícia Fagundes

Trilha sonora: Simone Rasslan

Iluminação: Marga Ferreira

Cenografia: Yara Balboni

Figurino: Carol Scortegagna

Vídeos: Lívia Pasqual

Arte gráfica: Manoele Scortegagna

Produção executiva: Eduarda Rhoden

Realização: Cia. Rústica


FONTES PARA CHECAGEM

[1] Sympla — "A Vingança é um Jardim Selvagem" (venda oficial de ingressos)


[2] Centro Histórico-Cultural Santa Casa — Programação Cultural


[3] Cia. Rústica — página oficial


[4] Currículo Lattes de Patrícia Fagundes


[5] Release da assessoria de imprensa, encaminhado à redação do Esquina Democrática.

 
 
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