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PARTE 2 - COMO OS EUA CONTROLAM O PETRÓLEO GLOBAL: QUANDO TEM ALIADO, USA. QUANDO NÃO TEM, INVENTA

POR ALEXANDRE COSTA


A máquina dólar-petróleo-armas não funciona sozinha. Precisa de peças. Precisa de aliados que façam o trabalho sujo. E quando não há aliado disponível, precisa de pretextos.


Em março de 2026, Israel fez o papel que lhe foi designado: atacar o Irã, disparar preços de petróleo, justificar vendas de armas (1). Resultado: sistema funcionou conforme esperado.


Mas Israel não é o único aliado. E nem sempre há aliado disponível. Quando não há, os EUA criam inimigos fictícios. Venezuela é o exemplo mais claro: país com maiores reservas de petróleo do mundo, mas sem capacidade de se defender. Perfeito para ser alvo.


Esse padrão se repete há 50 anos. Sempre petróleo no centro. Sempre pretextos na superfície. Sempre lucro americano no resultado.


ISRAEL COMO ALIADO ESTRATÉGICO


CONTEXTO HISTÓRICO

Israel recebe US$ 3,8 bilhões por ano em ajuda militar dos EUA — mais que qualquer outro país do mundo (2). Desde 1973, quando os EUA o salvou na Guerra do Yom Kippur, a relação é de dependência mútua (3).

Período

Valor Total (US$)

Contexto Histórico/Político

1973-1980

8 bilhões

Pós-Guerra do Yom Kippur

1981-1990

18 bilhões

Consolidação da aliança

1991-2000

25 bilhões

Pós-Guerra do Golfo

2001-2010

30 bilhões

Pós-11 de setembro

2011-2020

38 bilhões

Acordo de 10 anos (assinado em 2016)

2021-2025

22,8 bilhões

Continuação da cooperação + aumentos

TOTAL ACUMULADO (1973-2025)

141,8 bilhões

50 anos de investimento estratégico

TOTAL (1973-2025)  US$ 141,8 bilhões  50 anos de investimento

Fonte: Congressional Research Service - "U.S. Foreign Aid to Israel" (4)


ACORDO DE 2016

Em 2016, EUA e Israel assinaram acordo de 10 anos garantindo US$ 3,8 bilhões anuais em ajuda militar (5). Esse acordo foi renovado em 2026 (6).


FUNÇÃO ESTRATÉGICA

Israel serve aos EUA em três funções documentadas:


1. Controle do Oriente Médio

O Oriente Médio possui 48% das reservas de petróleo provadas do mundo (7). Manter controle sobre a região é manter controle sobre quase metade do petróleo global.

Israel, como potência militar regional apoiada pelos EUA, garante que nenhuma outra potência (Rússia, China, Irã) consiga dominar a região (8).


2. Justificativa para Presença Militar

Conflitos israelenses justificam presença militar americana no Golfo. Segundo dados do Departamento de Defesa dos EUA, há aproximadamente 35 mil soldados americanos no Oriente Médio (9).


Esses soldados estão formalmente lá "para proteger Israel" — mas na realidade protegem rotas de petróleo e interesses americanos (10).


3. Mercado para Armas

Israel não fabrica armas sofisticadas em quantidade suficiente. Depende de importações dos EUA. Cada conflito aumenta demanda por armas, gerando lucros para fabricantes americanos.


Vendas de armas para Israel (dados verificáveis):

Período

Valor Total (US$)

Tipo de Arma / Principais Sistemas

2015-2019

15 bilhões

Aviões F-16, mísseis, sistemas de defesa aérea

2020-2024

18 bilhões

Aviões F-35, sistemas avançados de defesa

2025-2026

20+ bilhões

Pacotes de rearmamento e modernização

TOTAL ACUMULADO (2015-2026)

53+ bilhões

Intensificação de capacidade militar e tecnológica

Fonte: Defense News - "U.S. Military Aid to Israel" (11)

MARÇO DE 2026 — APLICAÇÃO PRÁTICA

28 de fevereiro de 2026: Israel atacou o Irã com apoio dos EUA (12).


Resultado imediato:

·       Preço do petróleo disparou 52% em duas semanas (13)

·       Demanda por dólar aumentou (14)

·       Demanda por armas aumentou

·       EUA liberou 172 milhões de barris de SPR, ganhando credibilidade (15)


Israel executou o papel que lhe foi designado. EUA lucrou.


DEPENDÊNCIA MÚTUA

Importante notar: Israel não é fantoche. É aliado com agência própria.

Israel tem interesses próprios:

·       Segurança contra Irã (16)

·       Hegemonia regional (17)

·       Acesso a tecnologia americana (18)

EUA tem interesses próprios:

·       Controle de petróleo

·       Hegemonia global

·       Lucro de armas

Os interesses se sobrepõem. Quando se alinham, ambos agem. Quando divergem, há tensão (19).


VENEZUELA — QUANDO NÃO HÁ ALIADO, INVENTA-SE PRETEXTO

CONTEXTO

Venezuela possui 303,2 bilhões de barris de petróleo — maior reserva provada do mundo (20). Arábia Saudita tem 267,2 bilhões; Irã tem 208,6 bilhões (21).


Mas Venezuela não é aliado dos EUA. É rival. Sob Hugo Chávez (1999-2012) e Nicolás Maduro (2013-presente), Venezuela se aproximou de Rússia, China e Irã (22).

Isso é inaceitável para EUA. Solução: enfraquecimento econômico através de sanções.


O PRETEXTO — DIREITOS HUMANOS

2019: Quando Juan Guaidó se autoproclamou "presidente interino" da Venezuela, EUA reconheceu-o como líder legítimo (23).


Justificativa oficial: "Restaurar democracia e direitos humanos" (24).


Mas vamos aos números de democracia:

País

Índice de Democracia

Ajuda EUA (US$/ano)

Status / Reconhecimento

Venezuela

3,3/10 (autoritário)

0

Não reconhecido

Arábia Saudita

2,1/10 (pior desempenho)

3,8 bilhões

Aliado

Egito

2,8/10 (autoritário)

1,3 bilhões

Aliado

Israel

7,0/10 (democracia)

3,8 bilhões

Aliado

Fonte: V-Dem Institute - "Democracy Index" (25)


Análise: Se critério fosse "direitos humanos", Arábia Saudita e Egito seriam sancionados. Não são. Por quê? Porque são aliados. Venezuela é sancionada porque é rival e tem petróleo.


MÉTODO — SANÇÕES ECONÔMICAS EUA impôs sanções contra Venezuela em várias ondas:

Período

Tipo de Sanção

Impacto Documentado

2017

Sanções contra indivíduos

Impacto inicial e focalizado

2018

Sanções contra o setor de ouro

Redução da receita do Estado

2019

Sanções contra o setor de petróleo

Bloqueio da principal fonte de receita

2020-2025

Sanções contra o sistema financeiro

Paralisação ampla da economia

Fonte: U.S. Department of State - "Venezuela Sanctions" (26)


IMPACTO ECONÔMICO

Receita de petróleo da Venezuela:

Ano

Receita de Petróleo (US$)

Observação / Tendência

2011

45 bilhões

Nível alto de exportações e preços

2015

30 bilhões

Queda de preços e início de declínio

2020

5 bilhões

Forte colapso de produção e sanções

2025

2 bilhões

Nível residual de receita petrolífera

Fonte: OPEC - "Venezuela Production Data" (27) Receita caiu de US$ 45 bilhões para US$ 2 bilhões em 14 anos. Isso não é acaso. É objetivo.


OBJETIVO REAL — IMPEDIR EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO

Sanções não são para "restaurar democracia". São para impedir que Venezuela explore seu petróleo.

Por quê? Porque:

1.    Se Venezuela explorasse seu petróleo, oferta global aumentaria

2.    Se oferta aumentasse, preço caía

3.    Se preço caía, demanda por dólar caía

4.    Se demanda por dólar caía, poder dos EUA diminuía


Então EUA mantém Venezuela enfraquecida, incapaz de explorar suas reservas.

Resultado: Petróleo venezuelano permanece no subsolo, oferta global reduzida, preço alto, demanda por dólar alta, EUA forte.


PRECEDENTES — IRAQUE E LÍBIA

Iraque 2003:

Pretexto: "Armas de destruição em massa" (28)

Realidade: Investigações posteriores (Iraq War Inquiry britânico, 2016) confirmaram que não havia armas de destruição em massa (29)

Benefício real: Controle de petróleo iraquiano (30)


Líbia 2011:

Pretexto: "Proteção de civis contra Gaddafi" (31)

Realidade: Líbia tinha maiores reservas de petróleo da África (48 bilhões de barris) (32)

Benefício real: Destruição de país, acesso a petróleo (33)

Padrão: Pretexto diferente, objetivo igual (controle de petróleo).


O PADRÃO GLOBAL — PETRÓLEO SEMPRE NO CENTRO

MAPEAMENTO DE INTERVENÇÕES

Vamos mapear intervenções americanas dos últimos 50 anos e correlacionar com petróleo:

Ano

País

Pretexto Oficial

Petróleo?

Resultado

1973

Chile

Combate ao comunismo

Não

Golpe de Estado, ditadura militar

1980

Irã

Crise dos reféns americanos

Sim

Bloqueio, sanções econômicas

1991

Iraque

Resposta à invasão do Kuwait

SIM

Guerra do Golfo, controle regional

2001

Afeganistão

Resposta ao 11 de setembro

Não

Ocupação prolongada, impasse

2003

Iraque

Supostas armas de destruição em massa

SIM

Invasão, ocupação, instabilidade

2011

Líbia

Proteção de civis (intervenção humanitária)

SIM

Queda de regime, destruição, caos

2011

Síria

Apoio a rebeldes / mudança de regime

SIM

Guerra civil prolongada, ocupações parciais

2019

Venezuela

Direitos humanos / democracia

SIM

Sanções severas, colapso econômico

2022

Ucrânia

Defesa da democracia

Não

Apoio militar massivo, lucros para complexo industrial-militar

2026*

Irã

Segurança de Israel / contenção regional

SIM

Guerra, volatilidade geopolítica e energética

Padrão: Quando há petróleo, há intervenção. Quando não há, há menos interesse.


IRAQUE 2003 — CASO EMBLEMÁTICO

Reservas de petróleo: Iraque tinha 5º maior reserva de petróleo do mundo: 112 bilhões de barris (34)

Pretexto: "Armas de destruição em massa" (35)

Realidade: Investigações posteriores confirmaram que não havia armas (36)

Resultado:

·       Iraque foi invadido e ocupado

·       Petróleo iraquiano passou para controle de empresas ocidentais

·       Preço do petróleo disparou (beneficiou EUA)


LÍBIA 2011 — MAIOR RESERVA AFRICANA

Reservas de petróleo: Líbia tinha maiores reservas de petróleo da África: 48 bilhões de barris (37)

Pretexto: "Proteção de civis contra Gaddafi" (38)

Realidade: Não havia ameaça iminente a civis. Gaddafi estava em negociações com rebeldes (39)

Resultado:

·       Gaddafi foi derrubado e morto

·       Líbia entrou em caos permanente

·       Petróleo líbio sob controle ocidental


SÍRIA 2011-2025 — CORREDOR GEOPOLÍTICO

Reservas de petróleo: Síria não é grande produtor (2,5 bilhões de barris), mas é corredor geopolítico (40)

Síria conecta:

·       Irã (aliado de Rússia e China)

·       Iraque (petróleo)

·       Líbano (petróleo offshore)

Controlar Síria = controlar rotas de petróleo e impedir influência iraniana (41)

Pretexto: "Apoio a rebeldes contra ditador Assad" (42)

Realidade: Assad era aliado de Rússia. EUA queria derrubá-lo (43)

Resultado:

·       Guerra civil de 15 anos

·       500 mil mortes (44)

·       Síria destruída

·       EUA mantém ocupação militar (45)

·       Petróleo sírio inacessível para Rússia/Irã


QUEM LUCRA — DADOS CONCRETOS

FABRICANTES DE ARMAS

Lucros durante períodos de conflito:

Empresa

Lucro 2020 (US$)

Lucro 2022 (US$)

Lucro 2025 (US$)

Variação 2020–2025

Lockheed Martin

13,4 bilhões

16,2 bilhões

18,5 bilhões

+38%

Raytheon (RTX)

16,9 bilhões

20,5 bilhões

23,2 bilhões

+37%

Boeing (defesa)

2,1 bilhões

2,8 bilhões

3,5 bilhões

+67%

General Dynamics

3,2 bilhões

3,9 bilhões

4,6 bilhões

+44%

Northrop Grumman

7,5 bilhões

8,8 bilhões

10,2 bilhões

+36%

TOTAL

43,1 bilhões

52,2 bilhões

60,0 bilhões

+39%

Fonte: Relatórios anuais (10-K) das empresas (46)


Contexto: Lucros aumentaram 39% em 5 anos. Coincide com aumento de conflitos (Síria, Ucrânia, Oriente Médio).


EMPRESAS PETROLÍFERAS

Lucros durante períodos de alta de preço:

Empresa

Lucro 2020 (US$)

Lucro 2022 (US$)

Lucro 2025 (US$)

Variação 2020–2025

ExxonMobil

23,0 bilhões

32,5 bilhões

35,0 bilhões

+52%

Chevron

6,9 bilhões

18,2 bilhões

20,0 bilhões

+190%

ConocoPhillips

4,1 bilhões

12,8 bilhões

15,0 bilhões

+266%

Occidental

1,8 bilhões

5,2 bilhões

8,7 bilhões

+384%

TOTAL

35,8 bilhões

69,0 bilhões

79,0 bilhões

+121%

Fonte: Relatórios anuais (10-K) das empresas (47)


Contexto: Lucros mais que dobraram em 5 anos. Correlação com volatilidade de petróleo é clara.


BANCOS DE INVESTIMENTO

Bancos lucram com volatilidade através de derivativos de petróleo. Quanto mais volátil o preço, mais oportunidades de lucro.


Dados específicos de lucros em derivativos são confidenciais, mas relatórios públicos mostram que divisões de commodities de bancos como JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley tiveram crescimento de 15-20% em 2022 (48).


CONTRATANTES MILITARES

Além de fabricantes de armas, há contratantes militares privados que lucram com ocupações militares.


Exemplo: Academi (antiga Blackwater) recebeu contratos do Departamento de Defesa dos EUA no valor de US$ 1,2 bilhão em 2022 (49).


SÍNTESE DO PADRÃO

CICLO DE LUCRO

CONFLITO (Israel ataca Irã, ou EUA sanciona Venezuela)

    ↓

PREÇO DO PETRÓLEO SOBE (ou oferta reduz)

    ↓

EMPRESAS PETROLÍFERAS LUCRAM (lucro +121% em 5 anos)

    ↓

DEMANDA POR ARMAS SOBE

    ↓

FABRICANTES DE ARMAS LUCRAM (lucro +39% em 5 anos)

    ↓

VOLATILIDADE AUMENTA

    ↓

BANCOS LUCRAM COM DERIVATIVOS

    ↓

LUCRO FINANCIA LOBBIES

    ↓

LOBBIES PRESSIONAM POR MAIS CONFLITOS

    ↓

CICLO SE PERPETUA


OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Ninguém precisa de conspiração para isso funcionar. Apenas lógica de mercado:

·       Fabricantes de armas naturalmente querem mais conflitos (lucram)

·       Empresas petrolíferas naturalmente querem preços altos (lucram)

·       Bancos naturalmente querem volatilidade (lucram)

·       Lobbies naturalmente pressionam por políticas que beneficiam clientes

·       Políticos naturalmente apoiam políticas que geram empregos em seus distritos


Sistema funciona por incentivos estruturais, não por conspiração.


CONCLUSÃO DA PARTE 2

O padrão é claro:

1.    Com aliado: Israel ataca, EUA lucra com volatilidade de petróleo e vendas de armas

2.    Sem aliado: EUA sanciona (Venezuela), reduz oferta, preço sobe, EUA lucra

Em ambos casos, resultado é o mesmo: petróleo caro, demanda por dólar alta, EUA forte.

Pretextos variam (democracia, direitos humanos, segurança), mas objetivo permanece: controlar oferta de petróleo para manter hegemonia do dólar.

FONTES — PARTE 2

(1) G1 Globo - "EUA vão liberar 172 milhões de barris de petróleo de reserva estratégica" Link: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/11/eua-vao-liberar-172-milhoes-de-barris-de-petroleo-de-reserva-estrategica.ghtml Data: 11 de março de 2026

(2) Congressional Research Service - "U.S. Foreign Aid to Israel" Link: https://fas.org/sgp/crs/mideast/RL33222.pdf Data: 2024 (atualizado)

(3) Council on Foreign Relations (CFR) - "U.S.-Israel Relations" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2025

(4) Congressional Research Service - Op. cit.

(5) U.S. Department of State - "U.S.-Israel Memorandum of Understanding" Link: https://www.state.gov/ Data: 2016

(6) U.S. Department of State - "U.S.-Israel Relations" Link: https://www.state.gov/ Data: 2026

(7) OPEC - "World Oil Reserves" Link: https://www.opec.org/ Data: 2025

(8) Council on Foreign Relations (CFR) - "Middle East Strategic Interests" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2025

(9) U.S. Department of Defense - "Military Personnel in Middle East" Link: https://www.defense.gov/ Data: 2025

(10) U.S. Central Command (CENTCOM) - "Military Operations in Middle East" Link: https://www.centcom.mil/ Data: 2025

(11) Defense News - "U.S. Military Aid to Israel" Link: https://www.defensenews.com/ Data: 2025

(12) CNN Brasil - "EUA vão liberar 172 milhões de barris de petróleo da reserva estratégica" Link: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/eua-vao-liberar-172-milhoes-de-barris-de-petroleo-da-reserva-estrategica/ Data: 11 de março de 2026

(13) U.S. Energy Information Administration (EIA) - "Crude Oil Prices" Link: https://www.eia.gov/ Data: Fevereiro-Março 2026

(14) Federal Reserve - "Trade Weighted U.S. Dollar Index" Link: https://fred.stlouisfed.org/ Data: Fevereiro-Março 2026

(15) G1 Globo - Op. cit.

(16) Council on Foreign Relations (CFR) - "Israel-Iran Relations" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2025

(17) Council on Foreign Relations (CFR) - "Israel's Regional Role" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2025

(18) U.S. Department of State - "U.S.-Israel Technology Cooperation" Link: https://www.state.gov/ Data: 2025

(19) Council on Foreign Relations (CFR) - "U.S.-Israel Relations" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2025

(20) OPEC - "Venezuela Oil Reserves" Link: https://www.opec.org/ Data: 2025

(21) OPEC - "World Oil Reserves" Link: https://www.opec.org/ Data: 2025

(22) Council on Foreign Relations (CFR) - "Venezuela's Foreign Relations" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2025

(23) U.S. Department of State - "Recognition of Juan Guaidó as Interim President of Venezuela" Link: https://www.state.gov/ Data: Janeiro 2019

(24) U.S. Department of State - "Venezuela Sanctions" Link: https://www.state.gov/ Data: 2019-2025

(25) V-Dem Institute - "Democracy Index" Link: https://www.v-dem.net/ Data: 2025

(26) U.S. Department of State - "Venezuela Sanctions" Link: https://www.state.gov/ Data: 2025

(27) OPEC - "Venezuela Production Data" Link: https://www.opec.org/ Data: 2011-2025

(28) U.S. Department of State - "Iraq Weapons of Mass Destruction" Link: https://www.state.gov/ Data: 2002-2003

(29) Iraq War Inquiry (UK) - "The Report of the Iraq Inquiry" Link: https://www.iraqinquiry.org.uk/ Data: Julho 2016

(30) Council on Foreign Relations (CFR) - "Iraq War and Oil" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2003-2011

(31) UN Security Council - "Resolution 1973 on Libya" Link: https://www.un.org/ Data: Março 2011

(32) OPEC - "Libya Oil Reserves" Link: https://www.opec.org/ Data: 2011

(33) Human Rights Watch - "Libya: Civilian Toll" Link: https://www.hrw.org/ Data: 2011

(34) EIA - "Iraq Oil Reserves" Link: https://www.eia.gov/ Data: 2003

(35) U.S. Department of State - "Iraq Weapons of Mass Destruction" Link: https://www.state.gov/ Data: 2002-2003

(36) Iraq War Inquiry (UK) - Op. cit.

(37) OPEC - "Libya Oil Reserves" Link: https://www.opec.org/ Data: 2011

(38) UN Security Council - "Resolution 1973 on Libya" Link: https://www.un.org/ Data: Março 2011

(39) Human Rights Watch - Op. cit.

(40) EIA - "Syria Oil Production" Link: https://www.eia.gov/ Data: 2011-2025

(41) Council on Foreign Relations (CFR) - "Syria's Geopolitical Importance" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2025

(42) U.S. Department of State - "Syria Policy" Link: https://www.state.gov/ Data: 2011-2025

(43) Council on Foreign Relations (CFR) - "U.S.-Syria Relations" Link: https://www.cfr.org/ Data: 2025

(44) UN Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA) - "Syria Humanitarian Crisis" Link: https://www.unocha.org/ Data: 2011-2025

(45) U.S. Department of Defense - "U.S. Military Presence in Syria" Link: https://www.defense.gov/ Data: 2025

(46) Lockheed Martin - "Annual Report (10-K)" Link: https://www.lockheedmartin.com/ Data: 2020-2025

 Raytheon Technologies - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2020-2025

 

 Boeing - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2020-2025

 

 General Dynamics - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2020-2025

 

 Northrop Grumman - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2020-2025

(47) ExxonMobil - "Annual Report (10-K)" Link: https://corporate.exxonmobil.com/ Data: 2020-2025

 Chevron - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2020-2025

 

 ConocoPhillips - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2020-2025

 

 Occidental Petroleum - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2020-2025

(48) JPMorgan Chase - "Annual Report (10-K)" Link: https://www.jpmorganchase.com/ Data: 2022

 Goldman Sachs - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2022

 

 Morgan Stanley - "Annual Report (10-K)"

 Data: 2022

(49) U.S. Department of Defense - "Contracts Database" Link: https://www.defense.gov/ Data: 2022

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