O RISCO FLÁVIO: O QUE O BRASIL PRECISA SABER ANTES DE DECIDIR SEU FUTURO
Atualizado: há 8 horas
Das relações com personagens ligados às milícias do Rio de Janeiro às investigações sobre movimentações financeiras milionárias, a trajetória de Flávio Bolsonaro tem sido marcada por uma série de acusações, que vão desde a prática de rachadinhas quando foi deputado estadual durante quatro mandatos na Assembleia Legislativa às investigações financeiras do atual senador e candidato à Presidência da República. Os eleitores pouco sabem sobre sua relação com Vorcaro, o escândalo do banco Master, o financiamento de um filme com verbas milionárias que conta a história do seu pai e também a acusação de ser sócio do principal suspeito do desvio de recursos da previdência. O ESQUINA DEMOCRÁTICA preparou um dossiê sobre o candidato para alertar os eleitores do risco que o Brasil corre, diante da eventual possibilidade da sua vitória neste domingo, 25 de outubro.
POR ALEXANDRE COSTA | ESQUINADEMOCRATICA.COM.BR

O que está em jogo quando um candidato à Presidência da República chega às urnas carregando uma trajetória marcada por relações controversas, suspeitas de irregularidades financeiras e investigações que alcançam organizações criminosas, empresários e milhões de reais? A pergunta não diz respeito apenas ao passado de Flávio Bolsonaro. Diz respeito ao futuro do Brasil, à integridade das instituições e aos riscos que podem surgir quando interesses privados se aproximam dos centros de decisão do Estado.
Flávio Bolsonaro iniciou sua trajetória parlamentar em 2003, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde exerceu quatro mandatos consecutivos até 2019, com atuação voltada principalmente à segurança pública, ao endurecimento penal e a pautas conservadoras, além de presidir a Comissão Especial de Planejamento Familiar. Eleito senador em 2018, com cerca de 4,38 milhões de votos, passou a integrar comissões como a de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Assuntos Econômicos (CAE), participando de debates legislativos, entre eles o da chamada PEC das Praias. Sua carreira também foi marcada pela investigação das rachadinhas, iniciada em 2018, sobre suspeitas de desvio de salários de funcionários de seu antigo gabinete. O caso foi encerrado após decisões judiciais que invalidaram provas, sem condenação criminal do parlamentar.
Ao longo de mais de duas décadas na política, o filho mais velho de Jair Bolsonaro acumulou episódios que merecem ser examinados com atenção. Homenagens a personagens posteriormente associados às milícias, suspeitas de rachadinhas, operações imobiliárias questionadas e, mais recentemente, investigações envolvendo o Banco Master, o financiamento milionário de um filme sobre seu pai e relações com empresários do setor de apostas.
São acontecimentos distintos, com situações jurídicas diferentes. Algumas acusações foram encerradas sem condenação, outras permanecem sob investigação. Não cabe ao jornalismo transformar suspeitas em sentenças. Mas tampouco seria aceitável ignorar fatos documentados quando um de seus protagonistas pretende assumir o cargo mais importante da República.
O risco não está apenas na possibilidade de irregularidades individuais. Está nas consequências que relações pouco transparentes entre política, dinheiro e interesses privados podem produzir quando alcançam a Presidência da República. A nomeação de autoridades, a fiscalização de instituições financeiras, a definição de políticas públicas, a distribuição de recursos e a condução dos órgãos de controle são decisões capazes de afetar milhões de brasileiros.
É a partir dessa preocupação que o Esquina Democrática apresenta O RISCO FLÁVIO, uma série especial em seis capítulos que recupera investigações, documentos, decisões judiciais e relações políticas para compreender a trajetória do candidato.
Começamos pelo Rio de Janeiro das milícias e pelo assassinato de Marielle Franco, examinando conexões documentadas sem atribuir ao senador responsabilidade pelo crime. Seguimos pelas rachadinhas, pela evolução patrimonial, pelos negócios imobiliários e pelas investigações mais recentes envolvendo o Banco Master e o mercado de apostas.
Mais do que perguntar quem é Flávio Bolsonaro, queremos discutir que riscos sua trajetória pode representar para a transparência, a independência das instituições e o interesse público caso chegue à Presidência.
Porque uma eleição não decide apenas quem ocupará o Palácio do Planalto. Decide também quem terá o poder de influenciar os caminhos da Justiça, da economia, da segurança pública e da própria democracia.
Antes de escolher quem governará o Brasil, é preciso conhecer não apenas o que o candidato promete, mas também o que sua trajetória revela — e aquilo que ainda precisa explicar.
LEIA ABAIXO OS SEIS CAPÍTULOS DA SÉRIE: CAPÍTULO 1 — DO ASSASSINATO DE MARIELLE ÀS MILÍCIAS: AS CONEXÕES QUE MARCAM A TRAJETÓRIA DE FLÁVIO BOLSONARO CAPÍTULO 2- FLÁVIO BOLSONARO: O CAMINHO DO DINHEIRO, AS RACHADINHAS E AS PROVAS ANULADAS PELA JUSTIÇA CAPÍTULO 3 - DE R$ 1,7 MILHÃO A R$ 8,2 MILHÕES: A EVOLUÇÃO DO PATRIMÔNIO DE FLÁVIO BOLSONARO E OS NEGÓCIOS SOB SUSPEITA CAPÍTULO 4 — O CASO BANCO MASTERFLÁVIO BOLSONARO, VORCARO E OS MILHÕES DE DARK HORSE: O DINHEIRO QUE LEVOU A POLÍCIA FEDERAL AO CANDIDATO À PRESIDÊNCIA CAPÍTULO 5 - FLÁVIO BOLSONARO, AS BETS E A SUSPEITA DE SOCIEDADE OCULTA: AS CONEXÕES COM WILLER TOMAZ
CAPÍTULO 6 - FLÁVIO BOLSONARO: DUAS DÉCADAS DE CONTROVÉRSIAS, INVESTIGAÇÕES E PERGUNTAS SEM RESPOSTAS CURTA, COMPARTILHE, COLABORE E CONTRIBUA
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