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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL CHEGA AO SEGUNDO TURNO COM EMPATE TÉCNICO E DESAFIOS HISTÓRICOS PARA LULA E FLÁVIO

há 51 minutos
3 min de leitura

Pesquisas apontam disputa apertada, enquanto rejeição dos candidatos, resultado do primeiro turno e possibilidade de mudanças de última hora aumentam as incertezas.


POR ALEXANDRE COSTA | ESQUINADEMOCRATICA.COM.BR


A eleição presidencial de 2026 chega ao segundo turno, neste domingo (25), sem um favorito estatisticamente definido. As últimas pesquisas divulgadas na véspera mostram Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas com diferenças dentro das margens de erro.


Datafolha e Quaest registraram 51% dos votos válidos para Flávio e 49% para Lula. A AtlasIntel apontou 50,8% contra 49,2%, enquanto a Futura encontrou 50,1% contra 49,9%. Todos os levantamentos indicam empate técnico. [1][2][3][4]


REJEIÇÃO PODE PESAR NA DECISÃO

Na pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro apresenta rejeição de 49%, contra 47% de Lula. O Datafolha registra resultado inverso: 46% rejeitam o presidente e 45% rejeitam o senador. As diferenças são pequenas e estão dentro das margens de erro. [1][2]


A rejeição elevada dos dois candidatos revela a dificuldade de conquistar novos eleitores, especialmente aqueles que não votaram em nenhum dos dois no primeiro turno. Embora a rejeição seja um indicador importante, não existe uma regra estatística universal segundo a qual o candidato menos rejeitado necessariamente vence.


A comparação histórica exige considerar metodologias e momentos diferentes das pesquisas.


LULA TENTA UMA VIRADA INÉDITA

Outro elemento chama a atenção: desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu vencer a eleição presidencial na etapa seguinte. Em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O presidente precisa, portanto, reverter a vantagem conquistada pelo adversário. [5]


O precedente histórico, entretanto, não representa uma impossibilidade eleitoral. Cada eleição apresenta condições políticas próprias, e o resultado depende exclusivamente dos votos depositados nas urnas.


O ATRASO DAS PESQUISAS PODE ESCONDER UMA VIRADA?

Um dos argumentos discutidos na reta final é o chamado delay das pesquisas: o intervalo entre a realização das entrevistas e a votação. A hipótese é que mudanças na preferência dos eleitores nas últimas horas possam não aparecer integralmente nos levantamentos. Para setores da campanha de Lula, uma eventual tendência de crescimento do presidente poderia produzir um resultado superior ao registrado pelas pesquisas.


Especialistas, porém, ressaltam que as coletas realizadas na sexta-feira e no sábado reduzem esse intervalo. Além disso, uma mudança tardia pode favorecer qualquer candidato, e não necessariamente Lula. [1][2]


Com percentuais tão próximos, comparecimento, abstenção e decisões de última hora poderão influenciar o resultado. As pesquisas oferecem um retrato do eleitorado no momento das entrevistas, não uma antecipação definitiva da apuração.


O desfecho será conhecido com a totalização oficial dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral.


FONTES PARA CHECAGEM

O que comprova: intenções de voto, rejeição e cenário da disputa.

O que comprova: percentuais de votos válidos e empate técnico.

O que comprova: resultado da pesquisa AtlasIntel.

O que comprova: resultado da pesquisa Futura.

O que comprova: votação oficial do primeiro turno e apuração do segundo.

O que comprova: cenário de equilíbrio eleitoral e avaliação das pesquisas na véspera. 📲 CURTA, COMPARTILHE E CONTRIBUA

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