MAPA DA CULTURA | FESTIVAL INTERNACIONAL DE VIDEODANÇA LEVA 45 OBRAS AO MUSEU DE ARTE DE PORTO ALEGRE
- Alexandre Costa

- há 15 horas
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POR ALEXANDRE COSTA | ESQUINA DEMOCRÁTICA
Selecionados entre 249 inscrições, trabalhos de 22 países e 23 estados brasileiros integram a sétima edição do FIVRS, que pela primeira vez terá projeção presencial no Museu de Arte de Porto Alegre. A programação abre nesta terça-feira (18), na Fundação Ecarta, e a mostra no MAPA começa nesta quarta (19), com entrada franca.

O que acontece quando o corpo deixa de ocupar apenas o palco e passa a construir sua linguagem também através da câmera? A relação entre dança, imagem e tecnologias contemporâneas está no centro da sétima edição do Festival Internacional de Videodança do RS (FIVRS), que abre oficialmente nesta terça-feira (18), às 19h, na Fundação Ecarta, em Porto Alegre.
A programação segue a partir desta quarta-feira (19) com uma novidade: pela primeira vez, os trabalhos selecionados pelo festival terão projeção presencial no Museu de Arte de Porto Alegre (MAPA), no Paço Municipal. São 45 produções escolhidas entre 249 inscrições de 22 países e 23 estados brasileiros, que poderão ser assistidas gratuitamente.
Realizado em parceria entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Fundação Ecarta, o festival constrói uma espécie de cartografia da videodança contemporânea, reunindo diferentes linguagens, tecnologias, corporalidades, identidades, geografias e culturas.
Nas obras selecionadas, corpo, movimento e imagem dialogam com questões sociais, culturais, econômicas, ambientais e políticas do presente. Para as diretoras do FIVRS, Carmen Hoffmann e Rosângela Fachel, a videodança tem potência para questionar imaginários, deslocar perspectivas e projetar novos futuros.
DO CORPO À IMAGEM, DA DANÇA À TELA
A videodança ocupa um território de encontro entre linguagens. A câmera não funciona simplesmente como instrumento para registrar uma coreografia: enquadramento, edição, espaço, movimento, corpo e recursos audiovisuais podem participar da própria construção artística.
Essa característica ajuda a explicar a diversidade reunida pelo FIVRS. Ao receber 249 inscrições de 22 países e 23 estados brasileiros e selecionar 45 trabalhos para esta edição, o festival coloca em contato produções realizadas em contextos culturais e geográficos distintos. A presença das obras no MAPA amplia também a possibilidade de encontro com o público. Pela primeira vez na trajetória do festival, os trabalhos selecionados deixam de circular somente pelo ambiente digital para integrar uma projeção presencial no Museu de Arte de Porto Alegre.
A programação continuará disponível também pela internet, na página do FIVRS no YouTube.
SETE EDIÇÕES EM UMA LINHA DO TEMPO
Antes do início das projeções no MAPA, o festival realiza sua abertura oficial nesta terça-feira (18), às 19h, na Fundação Ecarta. A atividade apresentará uma linha do tempo das sete edições do FIVRS, recuperando a diversidade de artistas, trabalhos e experiências que ajudaram a construir a trajetória do festival. A apresentação ocorre no espaço Professor Artista/Artista Professor, com conversa com os organizadores prevista a partir das 17h.
A abertura permite olhar para o caminho percorrido pelo festival justamente no momento em que ele amplia sua presença física na cidade.
POR QUE ISSO IMPORTA?
Porque a videodança rompe uma fronteira tradicional entre duas linguagens: a dança não precisa existir apenas diante de uma plateia, assim como a câmera não precisa se limitar a registrar aquilo que acontece diante dela. O audiovisual passa a participar da criação do movimento e das possibilidades de representação do corpo.
Em uma seleção que atravessa países, estados, identidades e diferentes realidades sociais, essa linguagem também permite observar como artistas utilizam o corpo para interpretar questões do presente.
Ao colocar gratuitamente 45 dessas produções dentro de um museu público no Centro Histórico de Porto Alegre, o FIVRS amplia o acesso a uma produção artística contemporânea que dificilmente encontraria tamanho espaço nos circuitos culturais convencionais.
São diferentes corpos, territórios e maneiras de enxergar o mundo reunidos pela dança — e transformados em imagem.
SERVIÇO
ABERTURA DO 7º FESTIVAL INTERNACIONAL DE VIDEODANÇA DO RS
Quando: nesta terça-feira, 18 de agosto
Conversa com os organizadores: a partir das 17h
Abertura oficial: 19h
Onde: Fundação Ecarta
Endereço: Avenida João Pessoa, 943 — Porto Alegre
Entrada: franca
MOSTRA DO 7º FIVRS NO MAPA
Abertura da visitação: quarta-feira, 19 de agosto
Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Onde: Museu de Arte de Porto Alegre (MAPA) — Paço Municipal
Endereço: Praça Montevidéu, 10 — Centro Histórico — Porto Alegre
Mostra: 45 trabalhos selecionados
Entrada: franca
FONTES PARA CHECAGEM
[1] 7º FESTIVAL INTERNACIONAL DE VIDEODANÇA DO RS — MATERIAL DE DIVULGAÇÃO
O que comprova: seleção de 45 trabalhos entre 249 inscrições; participação de 22 países e 23 estados brasileiros; primeira projeção presencial dos selecionados no Museu de Arte de Porto Alegre; realização em parceria entre UFPel e Fundação Ecarta; direção de Carmen Hoffmann e Rosângela Fachel; proposta artística; programação de abertura, gratuidade, horários e local da mostra.
Fonte: material de divulgação encaminhado à Redação do Esquina Democrática.
[2] FIVRS — TRAILER DA 7ª EDIÇÃO
O que comprova: material audiovisual de apresentação e divulgação do Festival Internacional de Videodança do RS 2026.
Trailer do 7º FIVRS no YouTube
[3] FUNDAÇÃO ECARTA
O que comprova: instituição parceira na realização do Festival Internacional de Videodança do RS.
Fundação Ecarta
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