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INTERVENÇÃO REALIZADA NO COMITÊ CENTRAL, POR SILVANA CONTI*


CAMARADAS!!

Hoje é a primeira reunião que este Comitê Central realiza, sem a presença dos nossos camaradas Márcio Cabreira e do Renato Rabelo.

Que estarão presentes hoje e sempre!


A vida das mulheres está no centro da disputa política do nosso tempo.

E essa disputa tem nome e tem direção:


capitalismo em crise e imperialismo em declínio.


O imperialismo perde hegemonia no mundo.

A unipolaridade vem se esgotando.

A multipolaridade avança.


E é exatamente por isso que a violência se intensifica.


Guerras.

Cercos econômicos.

Bloqueios.

Disputa aberta por territórios e riquezas.


É a crise do capital tentando se sustentar pela força.


E o Brasil é território estratégico dessa disputa.


Pré-sal.

Lítio.

Nióbio.

Água.

Biodiversidade.

Energia.


Quem controla essas riquezas controla o futuro do país.


Por isso, soberania nacional é linha de frente da luta de classes.


É o que separa um país que produz vida

de um país subordinado à exploração imperialista.


E essa disputa atravessa o cotidiano.


Ela atravessa o trabalho.

Ela atravessa o corpo.

Ela atravessa o tempo da vida.


E no centro dessa engrenagem estão as mulheres.


As mulheres sustentam o Brasil.

Sustentam a produção da riqueza.

Sustentam a reprodução da vida.


E é exatamente por isso que o capital intensifica sua exploração sobre elas.


A escala 6x1 não é apenas jornada de trabalho.

É tecnologia de controle social.


Organiza o tempo.

Captura a vida.

Limita a autonomia.

Impede a organização coletiva.


Por isso, lutar pelo fim da escala 6x1,

sem redução de salários,

é enfrentamento direto ao capital.


É disputa concreta sobre quem controla o tempo da vida.


E essa exploração tem base material.


Tem classe.

Tem raça.

Tem gênero.


São as mulheres negras que sustentam o peso maior dessa estrutura.


Superexploradas.

Precarizadas.

Expostas à violência.


E quando essa estrutura se articula com a LGBTfobia,

o que se produz é ainda mais brutal:


expulsão do trabalho formal,

empurrão para a precariedade,

violência como condição permanente.


Camaradas,


Nós vivemos uma realidade que precisa ser dita sem mediação:


Seis mulheres são assassinadas todos os dias no Brasil.


Isso expressa a forma como essa sociedade se organiza.


O feminicídio é produto direto da articulação entre

exploração econômica,

racismo estrutural

e dominação patriarcal.


E essa mesma lógica estrutura a violência contra pessoas LGBTQIA+,

especialmente mulheres trans e travestis.


É a mesma engrenagem de poder operando.


Por isso, enfrentar o feminicídio exige enfrentar a totalidade do sistema.


Exige mais Estado.

Exige política pública.

Exige orçamento.


O Pacto pelo Fim dos Feminicídios precisa se materializar como ação concreta.

Nas três esferas de governo.


Com rede de proteção estruturada.

Com serviços integrados.

Com responsabilização efetiva do Estado.


E exige disputa na base.


A Lei Maria da Penha nas escolas é ferramenta estratégica de transformação.


Porque é na educação que se disputa as possibilidades de uma nova cultura e relações de gênero com igualdade entre meninas e meninos.

É ali que se rompe o ciclo.

É ali que se constrói outro horizonte.


2026 é uma encruzilhada histórica.


Não será apenas uma eleição.

Se trata dos rumos do país.


Dois projetos estão em confronto.


De um lado, o projeto do atraso:

submissão ao capital internacional,

retirada de direitos,

exploração intensificada, golpismo, necropolitica,

racismo, misoginia e LGBTfobia na sua essência.


Do outro, um projeto democrático e popular:

baseado na soberania nacional,

no desenvolvimento,

e na garantia de direitos para o povo, com possibilidades de melhorar cada vez mais concretamente a vida do povo.


A vida das mulheres depende dessa disputa.


A democracia se constrói com soberania.

E a soberania se constrói com enfrentamento ao imperialismo.


O movimento Ele Não mostrou a força das mulheres.


Mostrou que somos maioria.

Mostrou que somos sujeito político.

Mostrou que somos força de ruptura.


E por isso, essa disputa exige direção política.


Reeleger Luiz Inácio Lula da Silva é afirmar a vida, a soberania, democracia e condições de possibilidades de esperançar e ter uma vida digna.


A história não está dada.

Ela está em disputa.


E é na luta coletiva que se constrói o futuro.

Um futuro onde a exploração deixe de organizar a vida.

Onde a violência deixe de ser destino.

Onde a dignidade se afirme como princípio.


Acreditamos e afirmamos um caminho!


Organização coletiva!

Consciência de classe!

Luta! Luta! Luta!


Nos encontramos nas ruas!


Pela vida das mulheres!

Pelo fim dos feminicídios!

Pelo fim da escala 6x1!

Pela soberania nacional!

Pela democracia!

E pela transformação radical da sociedade!

Rumo ao socialismo! * Silvana Conti é militante lésbica, feminista, antirracista, diretora de Formação do SIMPA, membra do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil e doutoranda em Educação. CURTA, COMPARTILHE, COLABORE E CONTRIBUA WWW.ESQUINADEMOCRATICA.COM.BR  jornalismo livre e independente

 
 
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