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GRUPO ANTIFASCISTA DE PORTO ALEGRE IMPEDE MANIFESTAÇÃO DE BOLSONARISTAS PELA INTERVENÇÃO MILITAR

A manifestação de apoiadores do presidente Bolsonaro pelo fechamento do Congresso Nacional e em defesa de uma intervenção militar no Brasil, que estava marcada para ocorrer na tarde de domingo (17/5), em frente ao Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, foi barrada por um grupo antifascista. Aos gritos de “recua, fascista, recua! É o poder popular que está na rua!”, o grupo impediu a realização de mais um ato bolsonarista na capital gaúcha.

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Um dos participantes, que preferiu não se identificar, afirmou que apesar de defender o distanciamento social, a decisão dos integrantes do grupo antifascista foi baseada a partir do entendimento de que é urgente e necessário barrar quaisquer manifestações que preconizam o fechamento do Congresso Nacional e que defendem uma intervenção militar no país. "Respeitamos as regras de isolamento social, porém enfrentar o fascismo nas ruas é uma atitude necessária, tanto quanto os serviços imprescindíveis que continuam funcionando mesmo com a pandemia de coronavírus. A defesa da democracia está acima do isolamento social, pois é preciso barrar o discurso fascista que vem ganha forçando no país", avaliou o homem de 34 anos, que pediu para ter sua identidade preservada.

No vídeo abaixo, é possível ver os bolsonaristas intimidados diante da atuação do grupo antifascista.


AGRESSÕES DE BOLSONARISTAS No domingo, dia 19 de abril, alguns apoiadores do presidente Jair Bolsonaro agrediram pessoas que se manifestaram contrários ao ato que estava ocorrendo em apoio ao fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), no mesmo local, na Rua dos Andradas, no Centro de Porto Alegre, em frente ao prédio do Comando Militar do Sul. No vídeo, é possível ver as agressões cometidas pelos manifestantes, de forma covarde, contra um homem e uma mulher. Veja no vídeo publicado no canal Covar-17 do youtube.


A confusão teria começado após uma mulher com uma máscara 'Fora Bolsonaro' ter ficado nua. Ela estava com uma bandeira do Brasil. Uma equipe de reportagem também foi agredida, além da fotógrafa Márcia Velasques Campos, que passeava com seus quatro cachorros e tentou impedir as agressões. Márcia passou pelo local quando uma mulher sofria agressões e tentou intervir. “Eu voltei pela calçada inversa da manifestação, só que uma moça e um rapaz estavam sendo agredidos e ela veio na minha direção. Aí esse rapaz pegou os cabelos da moça e puxava com muita força, e eu disse ‘moço não faça isso’ então ele soltou e nessa hora ele fechou a mão e me acertou a boca.” Após a agressão ela registrou Boletim de Ocorrência por agressão na 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Porto Alegre.


Segundo Márcia, logo após a agressão o homem fugiu do local correndo. Márcia fotografou os agressores, que foram identificados e respondem processo. Antes de Márcia receber o soco, o jornalista Jefferson Botega também foi agredido pelo mesmo homem. Ele trabalhava na cobertura pelo jornal Zero Hora quando foi hostilizado pelos manifestantes.


Em nota a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) repudiou os ataques ao jornalista. “A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) condena a agressão sofrida pelo jornalista Jefferson Botega, repórter fotográfico de Zero Hora, quando trabalhava na cobertura de ato a favor do presidente da República. O jornalista, assim como demais profissionais da mídia, estava cumprindo sua missão de registro da História neste momento de pandemia e turbulência política”, afirmou o presidente da entidade Luiz Adolfo Lino de Souza.  Na ocasião, a Ari também condenou o teor dos protestos que pedem intervenção militar. “Propostas que ferem a Constituição Federal, agridem a democracia ao intimidar a imprensa no justo momento em que a população brasileira tanto precisa do jornalismo.”

 
 
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