EMPRESÁRIOS SÃO INVESTIGADOS POR FINANCIAREM ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS PROMOVIDOS POR BOLSONARISTAS
- Alexandre Costa

- 9 de nov. de 2022
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Investigações, ainda em andamento, indicam a atuação de empresários e até de prefeituras na organização dos bloqueios de rodovias e nos atos diante de quarteis das Forças Armadas. Nesta terça-feira (8/11), procuradores-gerais dos Ministérios Públicos de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo informaram ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral que (TSE), Alexandre de Moraes, que há indícios de que os atos antidemocráticos realizados por bolsonaristas, inconformados com a derrota do atual presidente, estão sendo chefiados e financiados por "uma grande organização criminosa com funções predefinidas".
Os procuradores entregaram um levantamento com informações que podem ajudar a identificar os empresários responsáveis por estruturar e sustentar as manifestações golpistas. Além de fornecer banheiros químicos, ônibus e alimentos, os empresários são investigados por distribuir recursos, garantindo a permanência do movimento bolsonarista em frente a quarteis e junto às rodovias. Os atos antidemocráticos começaram após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição derrotado nas urnas no último dia 30. Desde então, foram realizados bloqueios de rodovias e manifestações próximas a quartéis ou unidades das Forças Armadas.
O procurador-geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Mario Luiz Sarrubbo, disse que há um movimento organizado, capitaneado por empresários, para que estas manifestações aconteçam. A organização, que teria utilizado ônibus de prefeituras para transportar manifestantes, está sendo investigada, havendo inclusive a identificação de repasses por meio de transações via Pix.
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