CAPÍTULO 4 — O CASO BANCO MASTERFLÁVIO BOLSONARO, VORCARO E OS MILHÕES DE DARK HORSE: O DINHEIRO QUE LEVOU A POLÍCIA FEDERAL AO CANDIDATO À PRESIDÊNCIA
Mensagens, encontros e cobranças de pagamentos revelaram a participação direta do senador nas negociações de até R$ 134 milhões para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga a origem e o destino dos recursos, suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e remessas ao exterior.
POR ALEXANDRE COSTA | ESQUINADEMOCRATICA.COM.BR

Um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, negociado com um banqueiro que se tornaria personagem central de um dos maiores escândalos financeiros recentes do Brasil, colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sob investigação da Polícia Federal. O candidato à Presidência é suspeito de participação em operações que podem envolver corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. [1] [3]
A investigação tem origem nas negociações para financiar Dark Horse, produção cinematográfica dedicada à história do ex-presidente. O projeto, apresentado como iniciativa privada, mobilizou dezenas de milhões de reais, empresas brasileiras, um fundo de investimentos nos Estados Unidos e integrantes da família Bolsonaro. [1] [3]
Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República indicam que Flávio Bolsonaro não foi apenas um personagem mencionado nas conversas. Segundo os investigadores, ele participou diretamente das tratativas com Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, acompanhou o andamento dos pagamentos e cobrou a liberação de parcelas destinadas à produção. [1] [3]
O financiamento negociado alcançava US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões na cotação utilizada nas primeiras reportagens sobre o caso. Desse montante, documentos examinados pelos investigadores apontam repasses de pelo menos US$ 12,3 milhões, equivalentes a cerca de R$ 63 milhões na cotação de setembro de 2026. [1] [3]
O senador reconhece ter procurado investidores para o filme, mas nega qualquer irregularidade. Sustenta que os recursos eram privados, que não recebeu vantagens pessoais e que não ofereceu contrapartidas relacionadas ao exercício de seu mandato. O problema investigado pela Polícia Federal não é simplesmente a existência de um investimento privado em uma produção cinematográfica. A questão é identificar a origem dos recursos, o caminho percorrido pelo dinheiro, seus beneficiários e a eventual existência de interesses não declarados nas relações entre o banqueiro e o parlamentar. [1] [3]
O BANQUEIRO, O SENADOR E O PROJETO CINEMATOGRÁFICO
Daniel Vorcaro construiu sua projeção no sistema financeiro como controlador do Banco Master, instituição que expandiu suas operações por meio de produtos de investimento, aquisição de ativos e relações com diferentes setores empresariais. Posteriormente, o banco tornou-se alvo de investigações sobre fraudes financeiras, operações com carteiras de crédito e emissão de títulos cuja sustentação econômica passou a ser questionada pelas autoridades. [1] [3]
Foi nesse ambiente de relações empresariais e políticas que Vorcaro passou a negociar o financiamento de Dark Horse. A produção pretendia apresentar a trajetória de Jair Bolsonaro ao público brasileiro e internacional. O projeto contou com a participação do ator norte-americano Jim Caviezel, escalado para interpretar o ex-presidente, e foi desenvolvido por empresas ligadas à produtora Go Up Entertainment.
Em maio de 2026, o site The Intercept Brasil revelou mensagens e áudios que mostravam a participação de Flávio Bolsonaro nas negociações com Vorcaro. Os registros indicavam cobranças de parcelas, discussões sobre pagamentos e contatos relacionados à continuidade da produção. [1] [3]
A revelação modificou a dimensão pública do caso. Até então, o financiamento poderia ser apresentado como uma operação empresarial entre investidores e produtores cinematográficos. Com a divulgação das conversas, passou a ser necessário esclarecer o papel desempenhado por um senador da República na obtenção e no acompanhamento de recursos milionários destinados a uma produção sobre seu próprio pai. [1] [3]
OS R$ 134 MILHÕES NEGOCIADOS E OS REPASSES IDENTIFICADOS
A negociação previa investimentos de aproximadamente US$ 24 milhões, distribuídos em parcelas. Segundo documentos examinados pela Polícia Federal, os pagamentos teriam começado em fevereiro de 2025 e prosseguido durante os meses seguintes. [1] [3]
As primeiras reportagens identificaram transferências de aproximadamente US$ 10,6 milhões, então equivalentes a cerca de R$ 61 milhões. Posteriormente, novos documentos elevaram o montante identificado para pelo menos US$ 12,3 milhões. É importante distinguir os valores: o total negociado não corresponde ao montante comprovadamente transferido, e os repasses identificados não significam que o dinheiro tenha sido depositado em contas pessoais de Flávio Bolsonaro.
A investigação procura estabelecer quem recebeu os recursos, como foram utilizados e se houve pagamentos a pessoas ou empresas sem relação legítima com a produção cinematográfica. Também busca verificar se a estrutura financeira adotada tinha justificativa empresarial ou se poderia ter sido utilizada para ocultar a origem e a destinação do dinheiro. [1] [3]
O FUNDO NOS ESTADOS UNIDOS E O CAMINHO INTERNACIONAL DOS RECURSOS
Parte do dinheiro teria passado por empresas intermediárias antes de chegar ao Havengate Development Fund, fundo constituído nos Estados Unidos e relacionado ao financiamento de Dark Horse. Entre os personagens examinados está Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, empresário que atuou em operações financeiras relacionadas aos repasses de Vorcaro. Segundo informações divulgadas após seu acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República, Freixo Júnior afirmou ter realizado pagamentos a pedido do banqueiro, mas declarou desconhecer inicialmente a destinação final dos recursos para o filme. [1] [3]
A existência de um fundo internacional não representa, por si só, irregularidade. Produções cinematográficas podem utilizar estruturas financeiras em diferentes países, especialmente quando envolvem artistas, contratos e despesas no exterior. O que interessa à investigação é verificar se as transferências foram devidamente declaradas, se os recursos tinham origem lícita e se as operações respeitaram as regras brasileiras de movimentação internacional de capitais. [1] [3]
A Polícia Federal também busca identificar os beneficiários finais das transferências e esclarecer a participação de pessoas ligadas à administração do fundo. [1] [5] [6]
O PAPEL DE EDUARDO BOLSONARO
A investigação alcançou também o deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e filho do ex-presidente. Segundo documentos da Polícia Federal divulgados em setembro, Eduardo aparece relacionado à gestão dos recursos levantados para o filme nos Estados Unidos. Os investigadores apontaram uma divisão de funções: enquanto Flávio participava das negociações e cobranças de pagamentos com Vorcaro, Eduardo aparecia nas tratativas relacionadas à administração dos valores destinados à produção. [1] [5] [6]
Essa descrição corresponde à interpretação dos documentos feita pela Polícia Federal. Não representa, por si só, comprovação de que os irmãos tenham praticado crimes. O esclarecimento de suas respectivas responsabilidades depende da análise de contratos, movimentações bancárias, comunicações e documentos financeiros ainda examinados pelas autoridades. [1] [5] [6]
A OPERAÇÃO MAKE UP: QUANDO O DINHEIRO PÚBLICO ENTRA NA INVESTIGAÇÃO
Uma segunda frente de investigação ampliou a dimensão do caso Dark Horse. Em 10 de setembro de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Entre os alvos estavam o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme, e a empresária Karina Ferreira da Gama, ligada à Go Up Entertainment.
Segundo a investigação, recursos destinados a projetos sociais e educacionais poderiam ter sido desviados para despesas relacionadas à produção cinematográfica. Um dos projetos examinados havia recebido R$ 1 milhão em emendas parlamentares destinadas pelo deputado Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil. [1] [5] [6]
A Polícia Federal identificou transferências de R$ 700 mil do instituto para empresas de um mesmo grupo empresarial. Posteriormente, outra empresa ligada ao grupo transferiu R$ 750 mil à Go Up Entertainment. [4] [6]
Os investigadores procuram esclarecer se o dinheiro público percorreu essa cadeia de operações até chegar à produtora. A PF ressalvou que, até aquele momento, não havia demonstrado que os R$ 750 mil tinham origem direta nas emendas. Também foram identificadas transferências de R$ 645,4 mil realizadas pelo próprio Mário Frias à Go Up, entre novembro e dezembro de 2025. [4] [6]
A Polícia Federal questionou a compatibilidade desses pagamentos com os rendimentos declarados pelo deputado. Frias negou irregularidades e afirmou que as emendas tinham finalidade social e educacional. Classificou a investigação como uma tentativa de atingir politicamente aliados de Jair Bolsonaro. [4] [6]
É necessário distinguir os procedimentos: a investigação conduzida por André Mendonça examina o financiamento negociado com Vorcaro; a investigação sob responsabilidade de Flávio Dino trata de suspeitas de desvio de emendas parlamentares. Embora ambas envolvam Dark Horse, seus objetos e investigados não são necessariamente os mesmos. [4] [6]
AS CONTAS DO FILME E A TRANSPARÊNCIA PROMETIDA
A produtora Go Up Entertainment apresentou um levantamento financeiro elaborado por perícia privada contratada pela defesa. Segundo esse documento, a produção havia consumido aproximadamente R$ 75,2 milhões, financiados por investimentos privados. O relatório afirmou não ter identificado utilização de recursos provenientes de emendas parlamentares ou da Lei Rouanet. Entretanto, conforme reportagem da Folha de S.Paulo publicada em agosto de 2026, não foram divulgados integralmente os contratos, as notas fiscais, a identificação dos financiadores e os valores individualizados das despesas. [4]
O documento privado constitui uma peça da defesa, não uma conclusão da perícia oficial da Polícia Federal. A distinção é importante porque a discussão envolve dois aspectos diferentes: a regularidade contábil dos gastos da produtora e a origem dos recursos utilizados para financiá-los. Uma prestação de contas pode demonstrar que determinada quantia foi empregada na contratação de artistas, equipamentos ou serviços. Isso não esclarece necessariamente de onde veio o dinheiro. [4]
AS COBRANÇAS REGISTRADAS NAS MENSAGENS
Um dos elementos mais relevantes da investigação são as mensagens e os registros de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, o senador manteve contato direto com o banqueiro, participou de reuniões presenciais e cobrou reiteradamente a liberação de pagamentos. A representação policial descreve uma atuação que ultrapassaria a apresentação inicial do projeto cinematográfico a um possível investidor.
A questão investigada é compreender se essa atuação permaneceu restrita à captação privada de recursos ou se esteve associada a alguma vantagem indevida. A proximidade entre um parlamentar e um empresário, assim como a busca de financiamento para um projeto cultural, não constitui crime por si só. Entretanto, a legislação exige que eventuais relações envolvendo vantagens, contrapartidas ou ocultação de recursos sejam examinadas à luz das normas penais e financeiras. [1]
É essa a fronteira que os investigadores procuram esclarecer.
O QUE FLÁVIO BOLSONARO RESPONDE
Em 16 de outubro, durante sabatina na TV Globo, Flávio Bolsonaro voltou a negar qualquer irregularidade no financiamento de Dark Horse. O senador afirmou que se tratava de um investimento privado em uma produção privada, sem contrapartida relacionada à sua atuação parlamentar. Também declarou ter procurado diferentes possíveis investidores e sustentou que, quando manteve as negociações, Vorcaro ainda não era publicamente associado às irregularidades posteriormente investigadas no Banco Master. A defesa do senador afirma que não houve recebimento pessoal de valores ilícitos nem promessa de favorecimento ao banqueiro. [7]
A explicação precisa ser considerada na análise dos fatos. Ao mesmo tempo, não substitui a verificação documental da origem e da destinação dos recursos.
A INVESTIGAÇÃO CONTINUA: PF PEDE MAIS 90 DIAS
A nove dias do segundo turno das eleições presidenciais, a Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça mais 90 dias para concluir a investigação sobre o financiamento de Dark Horse. [2] [3] [9]
O pedido, apresentado em 16 de outubro, aponta a necessidade de finalizar perícias contábeis e obter informações financeiras de entidades sediadas nos Estados Unidos. Os investigadores também examinam documentos apresentados pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, colaborador nas apurações sobre o Banco Master. Flávio Bolsonaro foi formalmente incluído na investigação em julho de 2026, por decisão do ministro André Mendonça, com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. Entre os possíveis crimes investigados estão corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A existência do inquérito não significa que o senador tenha sido denunciado ou condenado. [2] [3] [9]
A continuidade das diligências demonstra que, apesar das explicações apresentadas publicamente, as autoridades ainda não consideram esclarecidos todos os aspectos das operações financeiras.
O BANCO MASTER, O BRB E AS CONEXÕES QUE EXIGEM CUIDADO
O caso também apresenta uma coincidência institucional que merece ser contextualizada.
Em 2021, Flávio Bolsonaro financiou parte da aquisição de sua residência em Brasília por meio do Banco de Brasília, o BRB. [8]
Anos depois, o mesmo banco tornou-se protagonista das investigações sobre operações financeiras realizadas com o Banco Master. Segundo relatório da Polícia Federal divulgado em setembro de 2026, o BRB adquiriu aproximadamente R$ 17 bilhões em carteiras de crédito do Master, sendo que cerca de R$ 12,2 bilhões correspondiam a ativos considerados inexistentes pelos investigadores. [8]
A investigação aponta um possível esquema de comercialização de créditos sem lastro, com consequências para o sistema financeiro e para a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal. Não há, nas fontes examinadas, comprovação de que o financiamento imobiliário concedido a Flávio em 2021 tenha relação com essas operações posteriores. A associação entre os dois episódios é institucional e cronológica. Qualquer hipótese de ligação financeira ou favorecimento exigiria documentação específica. [8]
O mesmo princípio se aplica às relações entre o senador e Daniel Vorcaro: a existência de encontros, negociações e transferências relacionadas ao filme está documentada, mas eventual responsabilidade criminal depende da conclusão das investigações.
O QUE AINDA PRECISA SER ESCLARECIDO
As informações tornadas públicas permitem identificar pelo menos cinco questões centrais.
A primeira é a origem efetiva dos recursos empregados no financiamento do filme e a regularidade das operações realizadas por Vorcaro e seus intermediários. A segunda diz respeito à estrutura do fundo Havengate, aos beneficiários finais das transferências e aos contratos utilizados para justificar os pagamentos. [1] [2] [4]
A terceira envolve o papel desempenhado por Flávio e Eduardo Bolsonaro na negociação, no acompanhamento e na administração dos recursos. A quarta questão é a possível utilização de verbas públicas provenientes de emendas parlamentares para financiar despesas da produção, hipótese investigada em procedimento próprio. Por fim, resta esclarecer se houve qualquer contrapartida política, econômica ou institucional relacionada aos pagamentos realizados pelo banqueiro. [1] [2] [4]
Nenhuma dessas questões pode ser considerada definitivamente resolvida apenas pelas declarações públicas dos envolvidos ou pela existência de suspeitas policiais. O trabalho de apuração depende de documentos bancários, perícias, contratos, registros internacionais e eventual responsabilização judicial.
O FILME, O DINHEIRO E O PODER
O financiamento de Dark Horse ultrapassou o universo cinematográfico e passou a integrar uma investigação sobre relações entre agentes políticos, empresários e instituições financeiras. O projeto mobilizou dezenas de milhões de reais, envolveu operações internacionais e contou com a participação direta de integrantes da família Bolsonaro, segundo os documentos analisados pela Polícia Federal.
O senador Flávio Bolsonaro reconhece ter participado da busca por investidores, mas rejeita qualquer associação entre essas negociações e o exercício de seu mandato. [1] [2]
A investigação permanece em andamento. Para além da responsabilidade individual dos envolvidos, o caso coloca em discussão a transparência das relações entre representantes eleitos e grandes financiadores privados, especialmente quando esses empresários passam a ser investigados por operações financeiras de grande dimensão.
A questão não é proibir relações legítimas entre política, cultura e iniciativa privada. É assegurar que essas relações possam ser examinadas, que a origem dos recursos seja conhecida e que eventuais irregularidades sejam apuradas.
No caso de Dark Horse, o caminho do dinheiro ainda não foi inteiramente esclarecido.
E é justamente nesse percurso, entre o Banco Master, os intermediários financeiros, o fundo nos Estados Unidos e a produção cinematográfica, que a Polícia Federal concentra parte importante de suas diligências.
EM NÚMEROS
US$ 24 mi
Montante negociado para o financiamento do filme, cerca de R$ 134 milhões na cotação originalmente divulgada [1] [4]
US$ 12,3 mi
Valor mínimo de repasses identificado em documentos da investigação, aproximadamente R$ 63 milhões na cotação de setembro [1] [4]
R$ 75,2 mi
Custo apresentado pela produtora em perícia privada
90 dias
Prazo adicional solicitado pela Polícia Federal em 16 de outubro
FONTES PARA CHECAGEM
[1] Folha de S.Paulo — Flávio negociava recursos com Vorcaro, segundo a PF (11/09/2026). Documenta a interlocução direta, as cobranças de pagamentos e o papel atribuído a Eduardo Bolsonaro.
Confirma a investigação, a solicitação de mais 90 dias e as diligências financeiras internacionais.
Comprova a decisão judicial e os possíveis crimes sob investigação.
Examina o relatório financeiro privado e as informações ainda não disponibilizadas publicamente.
[5] STF — Operação Make Up e investigação sobre emendas parlamentares (10/09/2026). Fonte oficial sobre a operação autorizada por Flávio Dino.
[6] Agência Brasil — Cadeia de transferências e suspeitas de desvio de emendas (10/09/2026). Detalha os repasses investigados e os limites das conclusões policiais.
Registra a posição do senador e sua negativa de contrapartidas.
Apresenta os valores investigados nas operações entre os bancos.
Confirma que Flávio foi formalmente incluído na investigação. CURTA, COMPARTILHE, COLABORE E CONTRIBUA
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