VOLKSWAGEN É CONDENADA POR TRABALHO ESCRAVO NA DITADURA E REABRE DEBATE SOBRE RESPONSABILIDADE CORPORATIVA
- Alexandre Costa

- há 22 horas
- 1 min de leitura

A condenação da Volkswagen em segunda instância por trabalho escravo durante a ditadura militar expõe, mais uma vez, a cumplicidade empresarial com o regime e a exploração extrema de trabalhadores rurais em fazendas de gado na Amazônia. A decisão judicial reconhece que a montadora se beneficiou de práticas que violam direitos humanos básicos.
O caso desmonta a narrativa de neutralidade corporativa.
Empresas transnacionais lucraram com incentivos fiscais, repressão estatal e uso de mão de obra submetida a condições degradantes. A condenação representa avanço histórico: responsabiliza uma gigante industrial por crimes praticados sob proteção da ditadura.
A decisão também recoloca o debate contemporâneo sobre trabalho análogo à escravidão no Brasil. A impunidade histórica alimentou modelos predatórios que ainda persistem, especialmente no agronegócio e na cadeia produtiva de exportação. A herança da ditadura se expressa na continuidade de práticas de exploração extrema.
A Volkswagen recorre, mas a decisão cria precedente importante para responsabilizar empresas por violações sistemáticas. Ela confronta setores que defendem anistia empresarial e narrativas revisionistas do regime militar.
A justiça tardia, ainda que limitada, reafirma a necessidade de memória, verdade e responsabilização. Sem enfrentar o passado, o país corre o risco de naturalizar novas formas de violência no presente.
FONTES
[4] Repórter Brasil – Volkswagen é condenada em 2ª instância por trabalho escravo em fazenda na ditadura – 24/02/2026
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