MULHERES GAÚCHAS ALERTAM MINISTRO GUILHERME BOULOS PARA A FALTA DE AÇÕES CONCRETAS DO GOVERNO LEITE NO ENFRENTAMENTO AOS FEMINICÍDIOS NO RS
- Alexandre Costa

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por Alexandre Costa

Durante a abertura da 24ª edição do programa “Governo do Brasil na Rua”, realizada na sexta-feira (19/6), no auditório da Caixa Econômica Federal, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre, a União Brasileira de Mulheres (UBM) e o Fórum de Participação Social do Rio Grande do Sul alertaram o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, sobre a falta de ações concretas por parte do Governo do Estado para conter os crimes de feminicídio no Rio Grande do Sul.
Diante de parlamentares, representantes de movimentos sociais, entidades sindicais e organizações da sociedade civil, a dirigente da UBM, Silvana Conti, entregou ao ministro o documento “Pela Vida das Mulheres Gaúchas”, contendo propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate à violência de gênero e à defesa da vida das mulheres.
Segundo Silvana Conti, a entrega do documento ao ministro Guilherme Boulos ocorreu em razão de o Governo do Estado não ter aderido ao Pacto Nacional pelo Fim dos Feminicídios, iniciativa do governo federal que busca articular ações integradas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres. "O governo do RS precisa assinar o pacto", afirmou.
Na ocasião, a representante da UBM entregou ainda um exemplar do gibi “Lei Maria da Penha na Escola”, utilizado como ferramenta pedagógica de prevenção à violência de gênero. Ao apresentar o material, ela destacou que o feminicídio não é um ato isolado, mas o resultado de um processo crescente marcado por ameaças, agressões, humilhações, controle, perseguição e silenciamento das mulheres.
Silvana Conti alertou também para a gravidade da situação enfrentada pelo estado. Segundo ela, somente em 2026 já foram registrados mais de 40 feminicídios no Rio Grande do Sul. A dirigente chamou a atenção para os impactos sociais provocados por esses crimes, ressaltando que a violência atinge não apenas as mulheres, mas também seus filhos, familiares e comunidades inteiras.
Representando o Fórum de Participação Social do Rio Grande do Sul, Silvana destacou a importância das iniciativas desenvolvidas pelo governo federal na área de proteção às mulheres e fez um apelo para que o governo estadual amplie o diálogo institucional e avance na implementação de políticas públicas permanentes de enfrentamento à violência de gênero.
Ela defendeu o fortalecimento dos mecanismos de prevenção, o aprimoramento das redes de acolhimento e proteção e uma atuação mais efetiva do poder público para garantir o direito das mulheres a uma vida livre de violência.
“O enfrentamento aos feminicídios exige compromisso político, articulação entre os diferentes níveis de governo e ações concretas capazes de interromper o ciclo de violência antes que ele termine em morte”, afirmou. 📲 CURTA, COMPARTILHE, COLABORE E CONTRIBUA
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