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EXÉRCITO DO LULA NASCE PARA RECONQUISTAR AS 711 CIDADES QUE A ESQUERDA PERDEU NO 1º TURNO

há 1 dia
14 min de leitura

Atualizado: há 18 horas

POR ALEXANDRE COSTA | JORNALISTA

A candidatura de Lula à presidência uniu as mobilizações de rua e às campanhas digitais nas redes sociais, adicionando à pauta política reivindicações sociais urgentes, como o fim da escala de trabalho 6x1 e a manutenção de programas como o Pé-de-Meia  [17][24].


Crédito: Ricardo Stuckert/Divulgação
Crédito: Ricardo Stuckert/Divulgação

Menos de 24 horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgar os resultados oficiais do primeiro turno das eleições no Brasil, os estudantes de Niterói (RJ) deram início a uma onda de manifestações em apoio ao presidente Lula, que rapidamente se espalhou por cidades de todas as regiões do país. A reação imediata começou organizada por estudantes e pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), logo após a apuração do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 [27].

Diante do avanço da extrema-direita e da liderança de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa nacional, os universitários transformaram o descontentamento em atos de rua em defesa da democracia, da educação pública e contra propostas de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro [27].


O exemplo de Niterói motivou estudantes de várias outras cidades brasileiras a tomarem as ruas do país. Em Pernambuco, estudantes da UFPE, em Recife, foram às ruas para defender o financiamento das universidades públicas. No Pará, na Paraíba, no Rio Grande do Sul e no Paraná, as manifestações foram crescendo. No Rio de Janeiro, foram realizadas passeatas integradas com a UFRJ e a UNIRIO, no centro da capital e em Copacabana. No domingo (11/10), a manifestação na Avenida Paulista reuniu cerca de 1 milhão de pessoas, segundo os organizadores [25] — em uma jornada que, segundo o comitê da campanha, alcançou 76 cidades do país [26].


A mobilização para eleger Lula no segundo turno impulsionou a organização de atos cada vez maiores, como é o caso de Porto Alegre, que terá novo ato em defesa de Lula, na terça-feira (13/10), a partir das 18 horas, com concentração na Esquina Democrática e caminhada pelas ruas do centro histórico da capital gaúcha [28].


NAS RUAS E NAS REDES SOCIAIS

A mobilização digital que transformou um canal de WhatsApp em um exército de mais de 3,7 milhões de pessoas — batizado de "Exército do Lula" e coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) — nasceu para responder a um problema que os dados já haviam confirmado: entre o primeiro turno de 2022 e a recente disputa de 2026, o presidente Lula (PT) perdeu terreno em centenas de municípios.


O canal "Exército do Lula" tinha cerca de 50 mil inscritos na véspera do primeiro turno. Em dois dias, passou de 1 milhão de seguidores [14]. Em menos de uma semana, atingiu 3,2 milhões [15] — e, nesta segunda-feira (12/10), ultrapassava 3,7 milhões [16]. O formato é de transmissão unidirecional: Janones publica áudios e orienta "missões" de postagens coordenadas; a interação ocorre por reações com emojis, usadas como termômetro de aceitação [17].


A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a derrubada do canal [15]. Em 11 de outubro, o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão; horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a ordem e enviou o caso ao plenário, que decidirá o futuro do canal [18][19]. Nesta segunda-feira (12), um relatório da área técnica do TSE não identificou conteúdo falso no canal — embora aponte riscos eleitorais [16]. O canal segue no ar até deliberação do plenário [18].


FANDOMS E A CONEXÃO COM O PLANALTO

Outra frente espontânea de apoio veio dos fã-clubes (fandoms) de artistas como Beyoncé, Anitta, Taylor Swift, BTS, Blackpink, Lady Gaga, Dua Lipa, Billie Eilish e Ariana Grande, que divulgaram mensagem conjunta colocando suas redes à disposição da campanha — com foco em engajar o público jovem, combater a abstenção e reconquistar eleitores que anularam ou votaram em branco no primeiro turno [17]. Os organizadores ressaltaram que o movimento não representa posicionamento dos artistas, mas decisão autônoma das administradoras das páginas [17].


A aproximação tem precedente: em agosto, representantes de fã-clubes de BTS e Taylor Swift foram recebidos no Planalto durante a assinatura de decretos contra o cambismo digital na venda de ingressos e pela distribuição gratuita de água em eventos de grande porte [17].


Em paralelo, o projeto Vira-Voto Brasil — articulado por Débora Baldin, Sabrina Fernandes e Gabrielle Nascimento — reúne milhares de voluntários em Telegram e propõe o que chama de "vira-voto enraizado": conversas individuais nos círculos de confiança (trabalho, vizinhança, escola, família), partindo da premissa de que o envio massivo de mensagens não converte votos [17].


A DIMENSÃO DA DERROTA TERRITORIAL

Dos 579 municípios em que Lula venceu em 2022, mas perdeu no primeiro turno de 2026, 365 têm até 10 mil habitantes. Flávio passou a liderar em 2.904 municípios, contra 2.326 que estavam com Jair Bolsonaro em 2022 [7]. No conjunto do país, Lula perdeu cerca de 3,38 milhões de votos em relação a 2022 [8]. Os dados são de um levantamento do G1, que oferece um retrato — ainda superficial — da mudança na correlação de forças entre Lula e Flávio Bolsonaro.


No entanto, o pesquisador e gerador de conteúdo Filipe Boni fez uma análise bem mais profunda e achou um padrão capaz de explicar a retração dos votos de Lula no primeiro turno. Ele identificou 711 cidades que deram vitória a Lula em 2022 e passaram a dar vitória a Flávio em 2026 — e nenhuma fez o caminho inverso [1][2]. A diferença entre os dois candidatos no primeiro turno foi de apenas 1,87 ponto percentual, a menor da história entre os dois primeiros colocados [3].


A análise de Filipe Boni, que foi publicada em vídeo no YouTube (em 6 de outubro https://www.youtube.com/watch?v=Icv4ZB6Nq3Y&t=5s), cruzou os resultados dos 5.570 municípios brasileiros entre o primeiro turno de 2022 e o de 2026 [1].


Segundo o pesquisador, a mudança concentrou-se em Minas Gerais (178 municípios), Rio Grande do Sul (133), Paraná (91), São Paulo (89), Goiás (69) e Tocantins (37) — no Nordeste, foram apenas 15 [2][6].


Dessas 711 cidades, 607 têm menos de 20 mil eleitores. Mas o fenômeno também alcançou 14 cidades com mais de 100 mil eleitores — entre elas Osasco, Barueri, Betim, Ribeirão das Neves, Santa Maria, Alvorada e Sapucaia do Sul — que juntas reúnem cerca de 3,2 milhões de eleitores [2][6]. Em Osasco, Flávio recebeu aproximadamente 191 mil votos contra 182 mil de Lula — uma virada de cerca de 9 mil votos em uma cidade que o petista vencera com folga em 2022 [2].


No primeiro turno de 2026, Lula recebeu aproximadamente 534 mil votos a menos que há quatro anos. Flávio, por sua vez, obteve cerca de 503 mil votos a mais que seu pai nesses mesmos municípios. O levantamento não identifica individualmente quais eleitores mudaram de candidato.


Com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), Flávio terminou à frente de Lula, que obteve 45,16% (53,8 milhões) — uma vantagem de 2,2 milhões de votos para o senador fluminense [4][5]. O segundo turno, marcado para 25 de outubro, será decidido, em grande parte, na reconquista desses territórios — e é por isso que a campanha petista aposta em uma mobilização que combina canais de WhatsApp, fandoms de música pop e voluntariado de base.


O QUE DIZEM OS DADOS: O PADRÃO DO AGRO

Filipe Boni testou e descartou, com dados, as explicações mais repetidas. A abstenção foi de 21,08% em 2026 contra 20,95% em 2022 — variação mínima [9][10]. Nas 711 cidades, os ausentes a mais somam cerca de 83 mil — enquanto Lula perdeu 534 mil votos e a direita ganhou 503 mil na comparação entre os turnos [1]. O voto não desapareceu: mudou de lado.

A hipótese da igreja também não se sustenta: nas cidades mais evangélicas do Brasil (mais de 35% da população), o apoio a Lula caiu 4,8 pontos — menos do que nas cidades menos evangélicas, onde a queda chegou a 5,8 pontos [1]. E o fator prefeito: nas 253 cidades com prefeitos do PT, o apoio a Lula caiu 5 pontos; nas 516 com prefeitos do PL, 5,3 pontos — diferença marginal [1].

O padrão que se sustentou foi outro: o peso da agropecuária na economia municipal. Onde a agricultura representa menos de 5% da economia local, Lula caiu 3,9 pontos. Onde representa mais da metade, a queda foi de 8,8 pontos. Cada degrau de dependência do agro corresponde a um degrau de perda eleitoral [1][2]. A metade das 711 cidades que viraram tem mais de 34% da economia local na agropecuária [1].


Análise independente do cientista político Marco Antônio Faganelo, com modelo estatístico distinto que descontou população e renda, chegou ao mesmo lugar: Lula perdeu terreno em 98% dos municípios, cresceu em apenas 102, e a queda típica nos municípios mais dependentes do agro foi de 8,8 pontos [2][6].


CRÉDITO RECORDE CONVIVE COM ENDIVIDAMENTO RECORDE

O paradoxo que a matéria precisa registrar é este: o governo que colocou mais crédito na agricultura perdeu votos exatamente onde a agricultura pesa. O Plano Safra 2026/27, lançado em 30 de junho, destinou R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial — R$ 9 bilhões a mais que o ciclo anterior — com redução de até 1,5 ponto percentual nas taxas de juros, que passaram a variar de 8% a 12,5% ao ano [11][12].


Em paralelo, os pedidos de recuperação judicial no agronegócio bateram recorde: 1.990 solicitações em 2025, alta de 56,4% sobre as 1.272 de 2024 e quase dez vezes o volume de 2021 — o maior acumulado desde o início da série histórica da Serasa Experian [13]. Os estados mais atingidos são os mesmos que concentram as viradas eleitorais: Mato Grosso (332 pedidos), Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216) e Minas Gerais (196) [13]. A Serasa explica o fenômeno pela combinação de crédito mais restritivo, altos custos de produção e elevada alavancagem [13].


Cabe aqui o rigor que o próprio Boni impôs à sua análise: correlação não é causalidade. "Encontrei onde o voto mudou, mas só tenho uma pista sobre por que mudou. Não vou fingir que tenho provas", afirmou o pesquisador no vídeo [1]. A hipótese dele — de que a crise do crédito rural contamina toda a economia de cidades agrodependentes, do posto de gasolina à diarista — é plausível e consistente com os dados, mas não está demonstrada.


O BRASIL NA MIRA DO NEOCOLONIALISMO?

O padrão de dependência que a análise de Boni identifica nas urnas aparece, em outra escala, no debate geopolítico. Em agosto de 2023, no Fórum Empresarial do Brics, em Joanesburgo, Lula denunciou o que chamou de "neocolonialismo verde que impõe barreiras comerciais e medidas discriminatórias, sob o pretexto de proteger o meio ambiente" [29][30] — crítica dirigida, à época, ao uso de cláusulas ambientais como barreira comercial no acordo Mercosul-União Europeia. Na mesma direção, o regulamento antidesmatamento da União Europeia (EUDR) passa a valer para grandes e médias empresas em dezembro de 2026 e atinge cadeias como soja e carne — com 480 municípios brasileiros classificados como críticos para a soja e 918 para a carne [31][32].Na transição energética, o risco apontado é o de que o Brasil permaneça exportador de matérias-primas brutas: o país detém 94% das reservas mundiais de nióbio, a segunda maior reserva de terras raras (cerca de 23% do total global) e a segunda de grafita [33][34]. O debate no Congresso e no governo sobre a política nacional de minerais críticos gira exatamente em torno de agregar valor local — em vez de repetir o ciclo de exportar bruto e importar caro. No plano digital, pesquisadores como Sérgio Amadeu da Silveira descrevem um "colonialismo digital": o Brasil vive um dos mercados de consumo tecnológico mais dinâmicos do mundo, mas depende de infraestrutura de inteligência artificial, nuvem e software controlados por big techs estrangeiras [35] — diagnóstico que fundamenta o índice de Soberania Digital elaborado por UnB e USP, no qual o país aparece longe do topo [36], e a nota de SBPC, ABC e SBC em defesa de data centers nacionais [37]. O acordo Mercosul-União Europeia — assinado em Assunção em janeiro de 2026 e aplicado provisoriamente pela UE enquanto aguarda ratificação no Parlamento Europeu [38][39] — divide os economistas: para os críticos, pode cristalizar um modelo agroexportador subordinado e asfixiar a indústria nacional de alta tecnologia. Correlação, aqui também, não é causalidade — mas o mapa das urnas e o mapa da dependência desenham o mesmo país.


A PEC DO FIM DA ESCALA 6X1 COMO TESTE POLÍTICO

Se o interior agrodependente é um dos campos de batalha, o outro está nas cidades médias e metropolitanas — onde a diferença de votos que mudou o vencedor foi pequena. É o território da escala 6x1: segundo levantamento do Dieese, 14,8 milhões de trabalhadores — 33,2% dos ocupados no país — cumprem essa jornada [20].


A PEC que extingue a escala foi aprovada pela Câmara em maio e aguarda o Senado, onde a oposição, coordenada por Flávio Bolsonaro e pelo líder Rogério Marinho (PL-RN), obstruiu a votação em setembro [21][22]. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou a votação em primeiro turno para o dia 14 de outubro — onze dias antes do pleito [23][40]. Flávio defende, no lugar, uma proposta alternativa que permite a negociação individual da jornada [21].


AGRODEPENDÊNCIA E AS URNAS

A eleição de 2026 está sendo decidida em duas frentes que as grandes narrativas nacionais raramente cruzam: o interior agrodependente, onde a queda de Lula foi proporcional ao peso do agro na economia local, e as cidades metropolitanas, onde pequenas diferenças de votos — vinculadas a pautas como a jornada de trabalho — mudaram o vencedor. A mobilização digital de Janones, dos fandoms e do Vira-Voto é a resposta da campanha petista a esse diagnóstico: reconquistar, em 21 dias, o eleitorado que se afastou.


Resta a pergunta que os dados não respondem por si: se o crédito recorde do Plano Safra não foi percebido nas cidades onde a crise do agro bate — e se a PEC do 6x1 pode ser travada por quem se beneficiou da insatisfação —, o que responde ao eleitor que mudou de voto não é a intensidade da mobilização, mas a prova concreta de que sua vida mudou. Em um segundo turno decidido por 2,2 milhões de votos entre 119,3 milhões de válidos, essa prova será o único argumento que não se paga com publicidade.


FONTES PARA CHECAGEM:


  1. ✅ Filipe Boni — vídeo "I Analyzed the 711 Cities Where Flávio Bolsonaro Turned the Tables and Found a Pattern" (YouTube, 06/10/2026) — fonte primária da análise das 711 cidades, números por faixa de agro, suspeitos descartados (abstenção, igreja, prefeitos) e citação do próprio autor. https://www.youtube.com/watch?v=Icv4ZB6Nq3Y

  2. ✅ Brasil de Fato — "Flávio virou 711 municípios de Lula: a crise no campo e a perda de perspectivas nas cidades" (09/10/2026) — reproduz e contextualiza a análise de Boni e a análise independente de Marco Antônio Faganelo. https://www.brasildefato.com.br/colunista/benedito-tadeu-cesar/2026/10/09/flavio-virou-711-municipios-de-lula-a-crise-no-campo-e-a-perda-de-perspectivas-nas-cidades/

  3. ✅ G1 — "Eleição 2026: diferença entre Flávio e Lula é a menor da história no 1º turno" (04/10/2026, atualizado 06/10/2026) — diferença de 1,87 ponto percentual. https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/04/eleicao-2026-diferenca-entre-flavio-e-lula-e-a-menor-da-historia-no-1o-turno.ghtml

  4. ✅ TSE — "Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) vão disputar o 2º turno para a Presidência da República" (05/10/2026) — resultado oficial: 47,03% (56.104.268 votos) e 45,16% (53.876.617); brancos 1,84%; nulos 2,93%. https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/flavio-bolsonaro-e-lula-vao-disputar-o-2o-turno-para-a-presidencia-da-republica

  5. ✅ CartaCapital — "TSE encerra apuração do 1º turno" (05/10/2026) — totalização final com votos por candidato. https://www.cartacapital.com.br/politica/tse-encerra-apuracao-do-1o-turno

  6. ✅ Revista Fórum — "Lula tem 711 cidades para reconquistar: o mapa dos votos em disputa com Flávio" (09/10/2026) — distribuição estadual das 711 cidades e recorte das 14 grandes. https://revistaforum.com.br/politica/lula-tem-711-cidades-para-reconquistar-votos-de-flavio-bolsonaro/

  7. ✅ G1 — "Lula perde terreno nas cidades pequenas, enquanto Flávio Bolsonaro avança no interior" (08/10/2026) — 579 municípios, 365 com até 10 mil habitantes, liderança em 2.904 municípios. https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/08/lula-perde-terreno-nas-cidades-pequenas-enquanto-flavio-bolsonaro-avanca-no-interior.ghtml

  8. ✅ G1 — "Quantos votos teve Lula no primeiro turno?" (08/10/2026) — Lula perdeu cerca de 3,38 milhões de votos em relação a 2022. https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/08/quantos-votos-teve-lula-no-primeiro-turno.ghtml

  9. ✅ Senado Notícias — "Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições para presidente" (04/10/2026) — abstenção de 21,08% em 2026. https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/04/flavio-bolsonaro-e-lula-disputam-o-segundo-turno-das-eleicoes-para-presidente

  10. ✅ Poder360 — "Abstenção no 1º turno cresce e vai a 21,08% em 2026" (05/10/2026) — 21,08% em 2026 (33.444.876 ausentes) contra 20,95% em 2022; maior índice desde 1998. (Resolve a pendência de checagem do número de 2022 citado por Boni [1].) https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/abstencao-no-1o-turno-cresce-e-vai-a-2108-em-2026/

  11. ✅ MAPA/Gov.br — Plano Safra 2026/2027 — R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial. https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/politica-agricola/plano-safra/2026-2027

  12. ✅ CNN Brasil — "Governo oficializa Plano Safra 2026/27 empresarial de R$ 525,1 bilhões" — juros entre 8% e 12,5%, redução de até 1,5 ponto percentual. https://www.cnnbrasil.com.br/agro/governo-oficializa-plano-safra-2026-27-empresarial-de-r-5251-bilhoes/

  13. ✅ Serasa Experian — "Recuperação Judicial: agro fecha 2025 com quase 2 mil solicitações do recurso e registra maior acumulado da série histórica" (09/03/2026) — 1.990 pedidos em 2025, +56,4% sobre 2024 (1.272), ranking por estado. https://www.serasaexperian.com.br/sala-de-imprensa/agronegocios/recuperacao-judicial-agro-fecha-2025-com-quase-2-mil-solicitacoes-do-recurso-e-registra-maior-acumulado-da-serie-historica-revela-serasa-experian

  14. ✅ O Globo — "'Exército de Lula': canal de Janones no WhatsApp passa de 50 mil a mais de 1 milhão de seguidores em dois dias" (07/10/2026). https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/07/exercito-de-lula-canal-de-janones-no-whatsapp-passa-de-50-mil-a-mais-de-1-milhao-de-seguidores-em-dois-dias.ghtml

  15. ✅ UOL — "Flávio pede a TSE fim do canal 'Exército do Lula', com 3,2 milhões de seguidores no WhatsApp" (10/10/2026). https://noticias.uol.com.br/colunas/tatiana-farah/2026/10/10/flavio-pede-fim-de-exercito-do-lula-com-32-milhoes-no-whastapp.htm

  16. ✅ G1 — "Relatório do TSE não identifica conteúdo falso citado por Flávio Bolsonaro em canal pró-Lula, mas aponta riscos eleitorais" (12/10/2026). https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/10/12/area-tenica-do-tse-nao-encontra-conteudos-falsos-investigados-pela-corte-no-canal-exercito-do-lula-mas-aponta-riscos-eleitorais.ghtml

  17. ✅ Brasil de Fato — "Janones, fandons e influencers mobilizam 'exército de Lula' nas redes para impulsionar campanha no 2º turno" (07/10/2026) — funcionamento do canal, fandoms, precedente de agosto no Planalto e Vira-Voto Brasil. https://www.brasildefato.com.br/2026/10/07/janones-fandons-e-influencers-mobilizam-exercito-de-lula-nas-redes-para-impulsionar-campanha-no-2o-turno

  18. ✅ G1 — "Corregedor do TSE suspende preliminarmente decisão de Nunes Marques e libera canal 'Exército do Lula'; decisão final será do plenário" (11/10/2026). https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/10/11/corregedor-do-tse-suspende-preliminarmente-decisao-de-nunes-marques-e-libera-canal-exercito-do-lula-decisao-final-sera-do-plenario.ghtml

  19. ✅ Agência Brasil — "Corregedor derruba decisão que suspendeu canal Exército do Lula" (11/10/2026). https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/corregedor-derruba-decisao-que-suspendeu-canal-exercito-do-lula

  20. ✅ CUT — "Escala 6x1 atinge 14,8 milhões de pessoas e pesa nos setores de serviços e comércio" (21/05/2026) — levantamento do Dieese: 14,8 milhões (33,2% dos ocupados). https://www.cut.org.br/noticias/escala-6x1-atinge-14-8-milhoes-de-pessoas-e-pesa-nos-setores-de-servicos-e-comer-cbd9

  21. ✅ G1 — "Fim da escala 6x1: governo quer expor posicionamento de aliados de Flávio e oposição planeja estratégia" (06/10/2026) — obstrução, PEC alternativa de Rogério Marinho. https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/06/fim-da-escala-6x1-governo-quer-expor-posicionamento-de-aliados-de-flavio-e-oposicao-planeja-estrategia.ghtml

  22. ✅ Alma Preta — "Flávio Bolsonaro e oposição atrasam fim da escala 6×1 e PEC deve ser votada só em outubro" (03/09/2026) — manobra de Flávio e Marinho que adiou a votação em setembro. https://almapreta.com.br/sessao/politica/flavio-bolsonaro-atrasa-pec-6x1

  23. ✅ Vermelho — "Senado marca para quarta (14) votação do fim da escala 6×1, apesar de Flávio Bolsonaro" (10/10/2026) — agendamento da votação para 14/10 por Davi Alcolumbre; confirmado em fonte primária (Senado Notícias [40]). https://vermelho.org.br/2026/10/10/senado-marca-para-quarta-14-votacao-do-fim-da-escala-6x1-apesar-de-flavio-bolsonaro

  24. ✅ Valor Econômico — "Lula reúne apoiadores em ato na Paulista" (11/10/2026) — pautas do ato: preservação da democracia, fim da escala 6x1, enfrentamento ao feminicídio e manutenção de políticas sociais; convocação do PT, com concentração em frente ao Masp. https://valor.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/11/lula-rene-apoiadores-em-ato-na-paulista.ghtml

  25. ✅ Extra Classe — "Manifestações pró-Lula tomam as ruas e acirram a disputa pela Presidência" (11/10/2026) — Paulista tomada em seus 2,8 km; cerca de 1 milhão de participantes, segundo os organizadores; ato convocado por estudantes, movimentos sociais, artistas e comunidades de fãs. https://www.extraclasse.org.br/politica/2026/10/manifestacoes-pro-lula-tomam-as-ruas-e-acirram-a-disputa-pela-presidencia

  26. ✅ Folha de S.Paulo — "Lula reúne multidão na Paulista, e esquerda replica atos pelo país em busca de onda contra Flávio" (11/10/2026) — manifestação ocupa 12 quarteirões na Paulista e atinge 76 cidades do país, segundo o comitê. https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/lula-reune-multidao-e-mira-jovens-flavio-mobiliza-aliados-e-fala-em-evitar-ja-ganhou.shtml

  27. ✅ Vermelho — "Estudantes da UFF tomam Niterói por Lula e dizem: 'Não vamos recuar'" (06/10/2026) — ato de 05/10 (dia seguinte à apuração) organizado por estudantes e pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito da UFF; coro de "Não tem anistia". https://vermelho.org.br/2026/10/06/estudantes-da-uff-tomam-niteroi-por-lula-e-dizem-nao-vamos-recuar/

  28. ✅ PT-RS — "Caminhada da Virada" (Porto Alegre, 13/10/2026, 18h, concentração na Esquina Democrática) — confirmada em notícia de 12/10/2026. https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/elei%C3%A7%C3%B5es/caminhada-da-virada-reune-apoiadores-de-lula-em-porto-alegre-1.1755474

    ✅ CartaCapital — "'Não podemos aceitar um neocolonialismo verde', diz Lula em evento do Brics" (22/08/2023) — fala de Lula no Fórum Empresarial do Brics, Joanesburgo: "barreiras comerciais e medidas discriminatórias, sob o pretexto de proteger o meio ambiente". https://www.cartacapital.com.br/politica/nao-podemos-aceitar-um-neocolonialismo-verde-diz-lula-em-evento-do-brics/

    ✅ Folha de S.Paulo — "Brasil não pode aceitar neocolonialismo verde, diz Lula" (23/08/2023) — governo contra medidas europeias que, na sua visão, usam meio ambiente para fins protecionistas. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/08/brasil-nao-pode-aceitar-neocolonialismo-verde-diz-lula.shtml

    ✅ FIESC — "Exportadores de madeira terão exigências a cumprir para exportar para UE ainda em 2026" (01/07/2026) — cronograma da EUDR: 30/12/2026 para grandes e médias empresas; 30/06/2027 para micro e pequenas. https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/exportadores-de-madeira-terao-exigencias-cumprir-para-exportar-para-ue-ainda-em-2026

    ✅ IPEA — "Efeitos da lei europeia contra desmatamento sobre as exportações brasileiras" (02/2025) — Regulamento 2023/1115 (EUDR); 480 municípios críticos para soja e 918 para carne. https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/41549cf6-3f8c-4678-8ffa-ca873fdc5a8b

    ✅ IBRAM — "Minerais Críticos e Estratégicos no Brasil" (2025) — 94% das reservas mundiais de nióbio (e mais de 90% da produção); 2ª maior reserva mundial de terras raras; 2ª de grafita; 6º em lítio. https://ibram.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IBRAM_MINERAIS-CRITICOS-E-ESTRATEGICOS-NO-BRASIL_WEB.pdf

    ✅ Senado Notícias — "Debate sobre terras raras aponta necessidade de investimentos" (17/09/2025) — 2ª maior reserva mundial (23,1%, dados do MME); risco de mera exportação de matéria-prima; "não queremos ser só produtores e exportadores de minerais críticos". http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/09/17/debate-sobre-terras-raras-aponta-necessidade-de-investimentos

    ✅ Agência Brasil — "Brasil tem estrutura digital colonizada, alerta sociólogo" (07/09/2024) — Sérgio Amadeu da Silveira define o colonialismo digital; Plano Brasileiro de IA incorpora o conceito de soberania digital. https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-09/brasil-tem-estrutura-digital-colonizada-alerta-sociologo

    ✅ The Conversation Brasil — "Índice de Soberania Digital revela nova divisão global do domínio tecnológico — e Brasil está longe do topo" (04/06/2026) — Digital Sovereignty Index (BRICS+ Tech Forum, elaborado por UnB e USP, 86 países). https://theconversation.com/indice-de-soberania-digital-revela-nova-divisao-global-do-dominio-tecnologico-e-brasil-esta-longe-do-topo-283956

    ✅ ABC/SBPC/SBC — "SBPC, ABC e SBC defendem soberania digital e energética no Brasil" (24/10/2025) — nota qualifica dependência de big techs como "modelo de colonialismo digital"; PBIA propõe data centers nacionais. https://www.abc.org.br/2025/10/24/sbpc-abc-e-sbc-defendem-soberania-digital-e-energetica-no-brasil

    ✅ Conselho da União Europeia (Consilium) — "EU-Mercosur: Council greenlights signature of the comprehensive partnership and trade agreement" (09/01/2026) — autorização da assinatura do EMPA e do acordo provisório de comércio; entrada em vigor depende de ratificação de todos os Estados-membros e do Mercosul. https://www.consilium.europa.eu/en/press/press-releases/2026/01/09/eu-mercosur-council-greenlights-signature-of-the-comprehensive-partnership-and-trade-agreement/

    ✅ O Globo — "UE vai aplicar provisoriamente o acordo com o Mercosul, diz presidente da Comissão Europeia" (27/02/2026) — aplicação provisória enquanto o Parlamento Europeu remete o acordo ao TJUE; Argentina e Uruguai ratificaram. https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/27/ue-vai-aplicar-provisoriamente-o-acordo-com-o-mercosul-diz-presidente-da-comissao-europeia.ghtml

    ✅ Senado Notícias — "Fim da escala 6x1: Davi marca votação em 1º turno para quarta" (09/10/2026) — comunicado de Alcolumbre: "Pautei para quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da PEC 221, de 2019"; sessões de discussão em 13 e 14/10; conclusão dos dois turnos pode não ocorrer antes de 25/10. https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/09/fim-da-6-x-1-senado-pode-concluir-1o-turno-da-votacao-em-mais-duas-sessoes


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