Advogados negam obstrução às investigações e STF mantém prisão de Braga Neto em audiência de custódia
- Alexandre Costa

- 14 de dez. de 2024
- 2 min de leitura

O general Braga Netto (PL) participou de audiência de custódia, entre às 14 e 16 horas deste sábado (14.dez.2024), com um juiz instrutor do STF (Supremo Tribunal federal), por videoconferência. O juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, decidiu que o vice do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na chapa de 2022 continuará preso. Os advogados de Braga Netto divulgaram uma nota no sábado (14), afirmando que "não houve qualquer obstrução às investigações" por parte do general. A defesa ressaltou que só teve acesso parcial ao inquérito que motivou a prisão.
O general Walter Braga Netto, ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL), só poderá receber visitas na prisão mediante autorização expressa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi confirmada no sábado (14), após a prisão preventiva do militar pela Polícia Federal (PF).
Braga Netto é acusado de ser um dos articuladores de um plano para um golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022, em que Jair Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro e teria tentado obter informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
TENTATIVA DE OBSTRUIR A JUSTIÇA
De acordo com o depoimento de Mauro Cid, prestado em 5 de fevereiro de 2024, Braga Netto e outros intermediários entraram em contato com seu pai, o general Mauro Lourena Cid, para obter dados sobre os termos de sua colaboração premiada com a Justiça. A delação de Mauro Cid é peça-chave nas investigações que apuram a articulação de um possível plano golpista. A Procuradoria-Geral da República (PGR) justificou o pedido de prisão preventiva para evitar que o general interfira nas investigações em curso. A PF e o STF estão investigando conexões e ações dos envolvidos em possíveis conspirações antidemocráticas após as eleições de 2022. Na nota, os advogados afirmam que "não houve qualquer obstrução às investigações" por parte do general. A defesa ressaltou que só teve acesso parcial ao inquérito que motivou a prisão. “A Defesa se manifestará nos autos após ter plena ciência dos fatos que ensejaram a decisão proferida”, diz o comunicado.
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