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ACORDO DE LÍDERES NO SENADO DEVE GARANTIR RENOVAÇÃO DO MAIS MÉDICOS


"Há um grande entendimento dos líderes do Senado de que nós vamos aprovar a Medida Provisória 723, que prorroga por mais três anos o Mais Médicos, o mais rápido possível", afirmou o vice-presidente do Senado, Jorge Viana, à TV Senado. Para amanhã (21), está agendada a sessão que deve instalar a comissão mista que vai analisar a MP, cujo prazo vence no próximo dia 30. Se a MP não for aprovada, e nem reeditada pelo governo interino de Michel Temer, 7 mil estrangeiros dos 18.240 médicos terão de deixar o programa, mas, segundo Viana, isso não vai ocorrer.

A MP que renova o programa foi editada pela presidenta Dilma Rousseff no dia 2 de maio deste ano, dez dias antes de seu afastamento. "Essa medida provisória ficou dormindo aqui no Congresso, apesar de sua gravidade, de sua importância, e recentemente o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou uma questão de ordem ao presidente Renan (Renan Calheiros, presidente do Senado) questionando, por que havia tido uma manifestação do Ministério da Saúde, ou pelo menos se comentava do governo interino Michel Temer, de que 7 mil médicos sairiam dos municípios brasileiros por conta da não renovação do amparo legal que a medida provisória prevê. Isso é muitíssimo grave", disse o vice-presidente do Senado.

Atualmente, o programa alcança 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), com assistência para cerca de 63 milhões de pessoas. Na quarta-feira (15), ante a questão de ordem de Randolfe, o presidente do Senado disse que assumia o compromisso de conversar com o governo interino para assegurar a continuidade do programa. "Quero acabar com a boataria nos interiores do Brasil de que o programa vai acabar", disse Calheiros.

"Temos esse prazo para votar essa medida. Tudo caminha para que o Mais Médicos siga socorrendo o Brasil, os municípios, especialmente a população que tem uma saúde precária, do ponto de vista do serviço oferecido, e que sem o Mais Médicos seria o caos", diz Jorge Viana. "O Brasil paga R$ 500 bilhões por ano de juros da dívida, está fazendo assim há anos, agora quer cortar orçamento social. Quem mora no município depende do Mais Médicos", defende.

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