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VEREADORES DA BASE DE APOIO DO BOLSONARISTA SEBASTIÃO MELO E A "TABELINHA" PARA AUMENTAR OS SALÁRIOS


Os vereadores de direita e de extrema direita de Porto Alegre fizeram uma verdadeira "tabelinha" com o prefeito bolsonarista Sebastião Melo (MDB). O objetivo foi garantir a aprovação do projeto que aumentou os salários do prefeito, do vice, do secretariado, além dos seus próprios vencimentos. Enquanto a Defesa Civil se preparava para enfrentar o ciclone que ameaçava a cidade, com um contingente de funcionários considerado abaixo do mínimo, a Câmara Municipal aprovou o projeto de reajuste dos vencimentos do Executivo e do Legislativo, de forma sorrateira, a toque de caixa e na última sessão antes do recesso da Câmara Municipal.


O argumento de que o aumento dos salários passa a vigorar em 2025, portanto após as eleições de 2024, serviu apenas de "cortina de fumaça" para garantir o reajuste de 35% nos vencimentos dos próprios vereadores, bem como os 62% de aumento para o prefeito e os 63% para o vice. O secretariado do prefeito bolsonarista Sebastião Melo foi quem levou a melhor, com 40% a mais nos seus contracheques, imediatamente.


A tabelinha entre o prefeito bolsonarista e os vereadores de direita e de extrema direita, que resultou em aumento salarial vergonhoso para Executivo e Legislativo municipal, é mais uma demonstração da aliança que usa a política para defender os interesses da classe dominante. O escândalo da compra de livros, chromebooks e kits pedagógicos que foram jogados em depósitos alugados pela Prefeitura, enquanto as escolas da rede municipal de ensino sofrem com falta de manutenção e estruturas precárias, são uma amostra de como o prefeito administra a capital gaúcha.


Sebastião Melo transformou a Prefeitura em balcão de negócios, movido pelos recursos dos contratos das terceirizações e das parceirizações. O prefeito bolsonarista ofereceu 5,79% para o funcionalismo público de Porto Alegre, parcelados em três vezes. A proposta faz parte da sua visão de gestor, seguindo à risca o modelo neoliberal que prega o estado mínimo e enxuto às custas do desmonte da administração pública e da precarização dos serviços prestados à população, prejudicando principalmente a parcela mais pobre e que mais necessita.

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