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Vereadora Monica Benicio (PSOL-RJ), viúva de Marielle Franco, critica espetáculo e anúncio não conclusivo por Lewandowski


Viúva da ex-parlamentar Marielle Franco, a vereadora do Rio de Janeiro Monica Benicio (PSOL) criticou o pronunciamento feito pelo  ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, após anunciar a homologação da delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, preso por acusação de ter dado os tiros que mataram a então vereadora em março de 2018 na capital fluminense.


"Esse pronunciamento do Ministro em nada colabora com a esperança, apenas aumenta as especulações e uma disputa de protagonismo político que não honram as duas pessoas assassinadas. Transformar os fatos deste caso num espetáculo já virou prática corriqueira de diversos veículos de imprensa, contra a qual tenho lutado duramente", afirmou a viúva de Marielle.


"O que me causou surpresa, realmente, foi ver um Ministro de Estado agir do mesmo modo, em especial, com o fechamento vazio de seu pronunciamento, ao dizer 'brevemente pensamos que teremos resultados concretos'. Queremos respostas concretas", complementou.


Leia a íntegra do texto postado por Monica na rede social X: Fui surpreendida, junto a milhões de brasileiros, pela notícia de que o Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, daria hoje uma coletiva de imprensa sobre o caso do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.


O STF homologou a delação premiada de Ronnie Lessa, ex-policial militar acusado de ser o executor. Sem dúvida, esse é mais um passo importante na direção da conclusão do caso, pela qual lutamos e esperamos há 6 anos. Nós, familiares de Marielle e Anderson, não aguentamos mais a falta de respostas sobre quem mandou matar Marielle e nem promessas vazias sobre especulações de prazos que não se sustentam, só servem pra aumentar a nossa dor e a nossa ansiedade. Isso é desrespeitoso conosco, familiares e amigos que perdemos pessoas amadas e vivemos com a ausência de justiça.


O assassinato brutal da minha esposa é uma mácula na democracia brasileira e nos levou a questionar que tipo de democracia é essa na qual um grupo é autorizado a usar a violência e a morte como forma de fazer política. Democracia essa que precisa ter um compromisso intransigente com a verdade e a memória para fazer reparação. A impunidade não pode prevalecer. Precisamos, todos, de Justiça.


Mas esse pronunciamento do Ministro em nada colabora com a esperança, apenas aumenta as especulações e uma disputa de protagonismo político que não honram as duas pessoas assassinadas.


Transformar os fatos deste caso num espetáculo já virou prática corriqueira de diversos veículos de imprensa, contra a qual tenho lutado duramente.


O que me causou surpresa, realmente, foi ver um Ministro de Estado agir do mesmo modo, em especial, com o fechamento vazio de seu pronunciamento, ao dizer “brevemente pensamos que teremos resultados concretos”.


Queremos respostas concretas. Espero que a próxima coletiva convocada seja para fazer um pronunciamento de ordem concreta e realmente comprometida com a justiça.

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