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SUBPROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE ARQUIVAMENTO DA INVESTIGAÇÃO CONTRA SERGIO MORO


O subprocurador-geral do Ministério Público que atua no Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, apresentou pedido de arquivamento da investigação aberta contra o ex-ministro da Justiça e pré-candidato à Presidência pelo Podemos, Sergio Moro. O pedido de arquivamento precisa ser aprovado pelo ministro do TCU, Bruno Dantas, pois Furtado não é o investigador responsável pelo caso e sim seu colega Júlio Marcelo Oliveira.


No entanto, o que mais chama a atenção neste caso é o argumento utilizado pelo subprocurador para embasar o pedido de arquivamento. Segundo Furtado, depois que Moro divulgou o valor de seus rendimentos como funcionário da consultoria Alvarez & Marsal, não há mais motivos para investigar. O inusitado no pedido do subprocurador é o fato de que o ex-juiz não apresentou oficialmente ao TCU os documentos referentes aos ganhos recebidos da Alvarez & Marsal. A informação só se tornou pública devido a uma transmissão pelas redes sociais, em que o próprio Sergio Moro revelou o quanto recebeu da consultoria. Além dos US$ 45 mil mensais, o ex-juiz ainda ganhou um "bônus de contratação" de US$ 150 mil, que alegou ter devolvido uma parte por encerrar o contrato antes de seu término, para se lançar pré-candidato à Presidência da República.


Ao todo, recebeu R$ 3,7 milhões. A Alvarez e Marsal é responsável pela recuperação judicial da Odebrecht, cujos executivos foram condenados por Moro quando ele atuava como juiz na operação Lava Jato, o que se configura, no mínimo, conflito de interesses. Ciro Gomes, que também candidato ao Palácio do Planalto, usou o twitter na manhã desta segunda-feira (31/1) para questionar o ex-juiz. "Sabe quantos anos um trabalhador que recebe salário-mínimo precisaria trabalhar para ganhar os R$ 3,6 milhões que Moro ganhou em 11 meses dos americanos? 212 anos!"

A máscara do ex-juiz Sergio Moro começou a cair quando as mensagens trocada entre ele e os procuradores da Operação Lava Jato vieram a público, por meio de mensagens interceptadas no Telegram por Walter Delgatti, um hacker que foi preso injustamente por tráfico de drogas. Em uma audiência, viu o procurador que o perseguia mexendo no Telegram do celular e teve a ideia de investigar por conta própria. Foi o que fez e começou a descobrir toda a farsa que estava por trás de seu caso. Acabou ampliando a “investigação” e chegou em Moro, Dallagnol e nos procuradores da Lava Jato em Curitiba, juntando 7 terabytes de dados. Uma parte foi vazada para o site The Intercept, mas depois a íntegra do material foi levada pela Polícia Federal, à época comandada pelo então ministro da Justiça Sergio Moro, onde passou por perícia na chamada Operação Spoofing.


SUSPEIÇÃO DE MORO

Em junho de 2021, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu (por 7 votos a 4) a competência da Segunda Turma da Corte para declarar parcial o ex-juiz Sérgio Moro na condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex no Guarujá. Essa decisão significa que, para a maioria dos ministros do STF, Moro agiu com parcialidade, suspeição.

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