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RESISTÊNCIA POR JUSTIÇA E DEMOCRACIA: A UTOPIA POSSÍVEL DIANTE DA BARBÁRIE, DO FASCISMO E DA MISÉRIA


A advogada indígena Fernanda Kaingang fez um discurso impactante, daqueles que remetem à reflexão, colocando em cheque dogmas e verdades sinceras. As palavra da primeira índia que se tornou advogada e decidiu lutar e defender seu povo diante das injustiças, do genocídio e da omissão de um país e dos seus sucessivos governos omissos e incapazes de reconhecer a cultura originária das terras invadidas, contrastavam com o silêncio dos participantes do Fórum Social Mundial Justiça e Democracia (FSMJD) e do Fórum das Resistências, na noite de da última terça-feira-feira (27/4), no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.


Sague abaixo, um vídeo de um trecho do discurso desta jovem mulher, índia e guerreira, capaz de arrepiar a alma com sua voz suave e forte, repleta de vida, de esperança e de sonhos.

Ao atingir a maior idade, o FSM se depara com uma nova realidade. Os desafios de um outro mundo possível, iniciados há 21 anos em Porto Alegre, foram se transformando com o tempo. Se por um lado, as jornadas iniciadas na capital gaúcha proporcionaram avanços importantes e significativos em relação às desigualdades sociais inerentes ao capitalismo. Por outro, assistimos ao crescimento das forças de extrema direita, do resurgimento do fascismo, dos retrocessos sociais, do uso político das leis, do aumento da fome, da miséria e da exploração e, principalmente, da violação de direitos e da destruição dos mecanismos democráticos e republicanos.


A pandemia de coronavírus, que matou milhões de pessoas no mundo, foi uma espécie de divisor  diante da grave ameaça à vida. Não apenas pelo vírus, mas também pelas permanentes disputas relacionadas aos rumos da humanidade. Os avanços tecnológicos, a propagação das mídias sociais, das fakenews e dos novos e constantes mecanismos de manipulações das mentes, do pensamento, da ideologia, dos sentimentos, dos desejos e dos sonhos.


Como disse certa vez Eduardo Galeano repetidas vezes aqui mesmo em Porto Alegre, em uma das edições do próprio FSM.


Ela está no horizonte. [...]

Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para caminhar.


É diante desta nova realidade que o FSM se tornou RESISTÊNCIA, JUSTIÇA E DEMOCRACIA e porque não dizer UTOPIA.

 
 
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