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PETROBRAS ANUNCIA QUE EM NOVEMBRO PODERÁ FALTAR GASOLINA NO BRASIL

A Petrobras confirmou que recebeu uma "demanda atípica" de pedidos de fornecimento de combustíveis para o próximo mês, muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção, e que apenas com muita antecedência conseguiria se programar para atendê-los. A informação foi publicada nesta terça-feira (19/10) pela agência Reuters e deixa o Brasil em alerta para uma inevitável falta de combustível em novembro.

A Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom - que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis - já havia manifestado, na semana passada, que a petroleira estava iniciando "uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel" para o próximo mês. As reduções, em alguns casos, podem chegar a mais de 50% do volume solicitado para compra, o que leverá ao desabastecimento no país. De acordo com a Brasilcom, as empresas não estão conseguindo comprar combustíveis no mercado externo, pois os preços do mercado internacional "estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil". O Brasil não produz o volume de combustíveis necessário para abastecer o país e depende de importações. A Petrobras, nos últimos anos, vem buscando praticar preços de mercado, para garantir que as compras externas não tragam prejuízos. O IBP frisou ainda que o mercado de combustíveis é mundialmente integrado "e é o alinhamento de preços ao mercado internacional, adotado no Brasil desde 2016, que garante a transparência quanto aos preços relativos e dá a sinalização correta aos agentes econômicos para que estes invistam no aumento da oferta e no aprimoramento da logística de distribuição, garantindo o abastecimento nacional".

O consumo de combustíveis, disse o IBP, tem crescido ao longo de 2021 e já alcança patamares pré-pandemia. De janeiro a agosto de 2021, 26% do volume de diesel e 8% da gasolina foram adquiridos no mercado externo, afirmou.

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