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PESQUISA REVELA QUE AS MÁSCARAS MAIS SEGURAS SÃO AS PFF2 E AS QUE MENOS PROTEGEM SÃO AS DE TECIDO


Uma pesquisa do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) testou a eficiência de 227 modelos de máscaras encontrados em lojas e farmácias do Brasil, desde a PFF2, a mais segura, até as de tecido comum, cuja capacidade de proteção varia muito. O estudo, que foi publicado recentemente no periódico Aerosol Science and Technology, concluiu que a proteção pode variar de 100% a 15%, dependendo do modelo e do material.


Os pesquisadores produziram partículas de aerossol de tamanho semelhante às que carregam o coronavírus no ar (60 a 120 nanômetros) e testaram a capacidade das máscaras em reter, ou deixar passar, essas micropartículas. O procedimento foi possível em função dos equipamentos que o Laboratório de Física Atmosférica da USP dispõe, que são capazes de medir minúsculas partículas em suspensão na atmosfera.


RESULTADOS, MATERIAL, MODELO E AJUSTE Independente do material ou do modelo, o mais importante é que a máscara esteja muito bem ajustada ao rosto, tanto na área do nariz quanto nas laterais. Quanto mais vedado o rosto ficar, melhor será a proteção.


A máscara PFF2 (equivalente à N95) é a mais eficiente, pois retém em torno de 98% de partículas que caem sobre ela, segundo a medição do Instituto de Física da USP. Em segundo lugar, ficaram as máscaras cirúrgicas, que dispõem de um clipe nasal que permite um melhor ajuste no rosto. No entanto, o uso de uma máscara de tecido por cima de uma cirúrgica pode bloquear mais de 90% das partículas emitidas em uma tosse simulada, apontou um outro estudo realizado pelos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDCs) e publicado em fevereiro deste ano.


Máscaras de TNT (feitas de polipropileno, um tipo de plástico) também oferecemuma boa proteção geral (entre 78% e 87%), revelou o estudo da USP. As máscaras de algodão são as menos seguras, de acordo com a pesquisa, apresentando, em média, uma filtragem de 40%. No entanto, dependendo do tecido a filtragem pode variar de 70% a 15%.


No caso das máscaras de tecido, a proteção depende muito do tipo de pano utilizado e de como são as costuras, se têm duas ou três camadas de algodão protegem bem mais do que aquelas com camada única. Máscaras que tenham costuras industriais feitas com soldagem garantem maior proteção. Os modelos em que as costuras estão posicionadas no meio, são menos eficientes em função dos furos no tecido, pois permitem a passagem de partículas minúsculas de vírus.

VEJA ALGUNS MODELOS


 
 
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