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PARTIDOS DE ESQUERDA, SINDICATOS E ENTIDADES SOCIAIS LANÇAM MOVIMENTO BRASIL POPULAR

Representantes de inúmeros partidos e movimentos populares com atuação nas mais diversas causas cerram fileiras, divulgaram uma carta e selaram o compromisso prioritário de eleger Lula.


Central Única dos Trabalhadores (Reprodução). Por Henrique Rodrigues

Um amplo leque de mais de 500 militantes da esquerda política brasileira, de 22 estados da federação, se reuniu de 17 a 20 de março em Sarzedo, Região Metropolitana de Belo Horizonte, para fundar o Movimento Brasil Popular. Estiveram presentes na Assembleia Nacional Luis Gama homens e mulheres representando os mais diversos movimentos sociais e partidos, como da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), além de integrantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Thays Carvalho, dirigente nacional do Movimento Brasil Popular, explicou que a fundação do grupo não é só um ato burocrático de formação de uma aliança progressista no país, mas sim um momento de reagrupar forças e traças estratégias diante do momento grave e desesperador atravessado pelos brasileiros. “Nesse momento dramático de crise política, econômica, social, ambiental e de ascensão do fascismo o desafio é de revisitar a nossa elaboração estratégica e atualizá-la para que ela possa traduzir melhor esse desafio da construção da Revolução Brasileira”, considerou Thays.

O Movimento Brasil Popular divulgou ainda a Carta da Assembleia Nacional de Lutadores e Lutadoras do Povo –Luiz Gama, que estabelece as prioridades do campo para o ano de 2022, que passa obviamente, entre outras pautas, pela eleição de Lula para a Presidência da República, além daquilo que o grupo define como “a combinação das formas de luta institucional, ideológica, social e de massas para fortalecer a unidade entre as organizações do campo popular”. A ênfase na luta antirracista é um dos elementos fundamentais a partir de agora com o Movimento Brasil Popular, segundo Thays Carvalho, assim como a causa feminista. “Além do compromisso com o feminismo, estamos também nos comprometendo com a luta pela igualdade étnico-racial. Afirmamos a luta pelo abolicionismo radical na constituição do Projeto Popular”, concluiu a liderança.

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