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"PÚBLICA" REVELA QUE BTG E XP ESTÃO A SERVIÇO DE ESTRANGEIROS SUSPEITOS DE COMPRA ILEGAL DE TERRAS


Reportagem de Caio de Freitas Paes no site da Pública, agência de jornalismo investigativo, revelou nesta quarta-feira (26/5), que "BTG e XP estão a serviço de estrangeiros suspeitos de compra ilegal de terras". De acordo com a matéria, o "brasilagro" possui mais de 300 mil hectares no Cerrado “em desconformidade com a lei”, diz Incra — beneficiados vão de ruralistas argentinos a Banco de Nova York. Além de apresentar uma série de documentos que indicam a compra de terras “sem autorização do Incra ou do Congresso”, o que é ilegal, também demonstra que a produção da Brasilagro chega a grandes empresas do exterior como Bunge, Cargill e Glencore e que fundos de aposentadoria de Utah, dos servidores públicos de Los Angeles e do sistema educacional do Missouri também investem na Brasilagro.


A matéria cita o "lado B" das operações do mercado financeiro e aponta o exemplo do que ocorreu no dia 24 de janeiro, quando a XP Investimentos juntou-se ao banco BTG Pactual para uma parceria que resultou numa operação milionária com uma expoente do agronegócio no país, a Brasilagro. 


"Juntas, as matrizes dos dois bancos e suas filiais nos Estados Unidos venderiam o equivalente a mais de R$ 670 milhões em ações de uma “das maiores empresas brasileiras em quantidade de terras agricultáveis” do país. Tanto o BTG quanto a XP venderiam os papéis sob uma condição: o que não fosse comprado por terceiros seria adquirido por ambos. O problema é que o governo investiga a Brasilagro por suspeita de aquisições ilegais de terras desde 2016. Para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a companhia é suspeita de atuar “em desconformidade com a lei”, driblando limites impostos nas vendas de terras a estrangeiros", informa a reportagem, revelando ainda que "ao contrário do que o nome da empresa sugere, documentos obtidos pela Pública indicam que são investidores argentinos e norte-americanos que conduzem a Brasilagro".


A Pública teve acesso a um conjunto de documentos oficiais e a reportagem de Caio Freitas Paes identificou compras desse grupo estrangeiro na Bahia, no Maranhão e no Piauí – todas “sem autorização do Incra ou do Congresso Nacional”, em desconformidade com a lei. Atualmente, há uma série de restrições, como limites de áreas que podem ser adquiridas e a exigência de autorização prévia do governo para a venda de terras a estrangeiros.


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