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O QUE ESTÁ POR TRÁS DA DECISÃO DE ANULAR AS CONDENAÇÕES DE LULA NA LAVA JATO?


A decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser interpretada de várias formas. Não há dúvidas, no entanto, de que se trata de uma vitória do Estado Democrático de Direito. É preciso reconhecer os méritos do trabalho realizado pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, que vem denunciando o "lawfare" praticado pelo então juiz Sergio Moro.


Cristiano Zanin e Waleska Teixeira Martins denunciaram a parceria dos Estados Unidos com o ex-juiz Moro para destruir o líder político brasileiro e tirá-lo da corrida presidencial em 2018, beneficiando diretamente o atual o presidente Jair Bolsonaro. Porém, é preciso interpretar a decisão de Fachin, como uma estratégia do ministro, que todos sabem é um "lavajatista de carteirinha".


Na minha opinião, a decisão foi a saída encontrada para evitar uma exposição pública ainda mais vexatória para a operação lava jato e principalmente para o ex-juiz Sergio Moro. A derrota da lava-jato quanto à suspeição já estava decretada. Mas a desmoralização de Moro seria um golpe definitivo na imagem já bem desgastada do ex-juiz. Por isso, o ministro Fachin anulou todos os processos contra o Lula, para blindar o ex-juiz e a sua quadrilha especializada em crimes de toga e já acostumada a promover conluios, a partir de seus interesses políticos.


Ao que tudo indica, muita água ainda vai rolar para que o Brasil consiga elucidar todas as ações do golpe contra a democracia, que iniciou ainda em 2013, com as jornadas de junho, e continua em pleno exercício de destruição do estado, do patrimônio público e das riquezas naturais do Brasil.

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