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O POVO BRASILEIRO UNIDO PARA DERROTAR BOLSONARO

Por Silvana Conti (*)

“Vem vamos embora que esperar não é saber.

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”


Estamos transformando luto em luta. Choramos pelas pessoas que perderam suas vidas para a COVID – 19. Mulheres e homens, crianças, idosos (as), jovens, amigas, parentes, colegas, vizinhas, famílias que se separaram de um dia para o outro, e nem puderam enterrar seus mortos.


Nossa denúncia é firme, indignada e contundente: O responsável por estas mortes tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro.


Nossa resistência e luta não está sendo em vão. Estamos acumulando forças, e temos a certeza de que o próximo ato será ainda maior.


Por isso conclamamos a todos, todas e todes a se juntarem nas ruas, como diz a canção:

“Vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”


O país ultrapassa à dolorosa marca de 500 mil mortos pela Covid-19. Essa tragédia, associada ao agravamento da situação geral do país se deve à postura negacionista do Bolsonaro e da pauta ultraliberal, neocolonial e autoritária do seu governo.


A pandemia, em decorrência da conduta negacionista e criminosa do presidente da República, adquiriu a dimensão de catástrofe nacional. O presidente além de genocida, é misógino, racista e LGBTfóbico.


A postura bolsonarista de negar a pandemia para salvar a economia teve como produto um duplo fracasso: o Brasil, mundialmente, é o segundo em números absolutos de mortes pela Covid-19 e a economia está afundada em crise.


Cerca de 800 mil empresas quebraram e os últimos dados do IBGE apontam que 14,4 milhões de trabalhadores e trabalhadoras padecem no desemprego, 6 milhões estão desalentados. Bolsonaro transformou o Brasil num enorme cemitério, onde as mortes aumentam a cada dia e a miséria também.


A CPI da Pandemia no Senado Federal, resultado de um movimento de frente ampla, pôs Bolsonaro e seus ministros no centro das investigações que apuram os responsáveis pela dimensão de catástrofe que assumiu a pandemia no país.


Diante dessa marcha destruidora, amplia-se a tomada de posição de forças da política, da economia, da cultura, da sociedade como um todo para isolar, desmascarar e derrotar Bolsonaro.


Desde o início do ano, o isolamento crescente de Bolsonaro se manifesta no afastamento de parcelas das classes dominantes de sua base de apoio e, também, de camadas médias; e na ruptura que houve entre ele e parte da cúpula das Forças Armadas.


Apesar da sua popularidade estar caindo, o presidente Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes garantem grande aumento aos lucros dos bancos. Os dois maiores bancos privados cresceram seus lucros em 74% e 64% em um ano.


Eleva-se, também, o número de bilionários enquanto o Brasil tem a 2ª maior concentração de renda entre mais de 180 países.


As desigualdades sociais estão estampadas nas ruas, com milhares de pessoas e famílias ao relento. Mais da metade da nação – 116,8 milhões de pessoas – vive sob insegurança alimentar e 19 milhões estão passando fome.


As bandeiras capazes de unir e pôr em movimento amplas forças políticas, sociais, econômicas, culturais e institucionais são: enfrentamento à pandemia; defesa da vida, com vacina para todos e todas; distanciamento social; respeito às demais normas sanitárias; auxílio emergencial de R$ 600 e combate à fome; luta pela proteção e geração de empregos; socorro a micro, pequenas e médias empresas; e defesa da democracia, rechaço ao golpismo de Bolsonaro.


Desse acúmulo, fruto da resistência democrática e popular, vai despontando um novo ambiente político, marcado pelas grandes manifestações nas ruas, construídas com ampla unidade e participação de diversos setores da sociedade que demonstram sua indignação em atos pelo Brasil do Oiapoque ao Chuí.


A esperança do povo desabrocha. Vai sendo criada a possibilidade real das oposições vencerem as eleições de 2022, derrotando e expulsando Bolsonaro do governo, único meio de livrar o país do pesadelo em que se encontra.


No 8 de Março, quando as mulheres se mobilizaram em uma ampla frente, no 1º de Maio unitário, organizado pelo Fórum das Centrais Sindicais, expressão da unidade do sindicalismo brasileiro. No 26 Maio que a estudantada bradou a palavra de ordem: Queremos vacina no braço e comida no prato!

No 29 Maio que tivemos atos pelo Fora Bolsonaro em todo o país. Foi um ato nas ruas e nas redes que agregou um leque amplo, social e político, com repercussão nacional e internacional.


E no 19J fomos milhões!!!! Mais de 50 mil porto alegrenses ocupando as ruas com todo cuidado, com distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel.


A chuva não espantou ninguém das ruas, gritamos, confraternizamos, cantamos e choramos as mais de 500 mil mortes num ato simbólico com velas e um lindo jogral.


Seguimos de espinha ereta e cabeça erguida!


A mobilização do povo e da classe trabalhadora, vertente impulsionadora e decisiva dos movimentos de frente ampla, cresce, amplia e se fortalece.


O Brasil precisa de um novo governo, sustentado por amplas forças, que terá o desafio de reconstruir o país e criar as condições para se implementar um novo projeto nacional de desenvolvimento.


É urgente a retomada da democracia, da possibilidade de esperançar, viver com dignidade, trabalho, educação pública de qualidade, SUS forte, políticas públicas que dialoguem com as necessidades reais do povo e principalmente das mulheres chefas de família, em sua maioria negras e periféricas.


Nós acreditamos nas “flores vencendo canhões.”

O povo brasileiro unido para derrotar Bolsonaro!


“Vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”


(*) Silvana Conti é Feminista, vice-presidenta da CTB/RS e mestranda em Políticas Sociais da UFRGS.

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