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MEDIDA PROVISÓRIA, PRIMEIRO FILME DIRIGIDO POR LÁZARO RAMOS, ESTREIA NOS CINEMAS NO DIA 14 DE ABRIL


A jornalista Flávia Oliveira entrevistou Lázaro Ramos no programa Espelho, idealizado e apresentado pelo próprio ator há 15 anos, no Canal Brasil. Exibido na noite de segunda-feira (28/2), a entrevista foi um verdadeiro presente aos telespectadores e um convite especial para o público assistir "Medida Provisória", primeiro longa-metragem dirigido pelo agora diretor de cinema Lázaro Ramos. O filme estreia nos cinemas do Brasil no dia 14 de abril.

Extremamente bem conduzida pela competentíssima Flávia Oliveira, a entrevista foi uma espécie de bate-papo descontraído sobre a história da produção do filme, desde o processo de criação, os bastidores, as dúvidas, as dificuldades em função da pandemia, a relação com a equipe, composta majoritariamente por negros e a forma como o racismo estrutural foi abordado. Lázaro Ramos é um dos atores mais talentosos da sua geração. No cinema, impressionou com grandes cenas de Ó Pai, Ó e Madame Satã. A versatilidade é uma das marcas do ator, seja em dramas ou comédias.


Antes mesmo da estreia de Medida Provisória no circuito nacional dos cinemas, a projeção é de que Lázaro Ramos seja uma das grandes revelações como diretor. O longa, que tem uma hora e quarenta e três minutos de duração, é uma ficção que se passa no Brasil, em um futuro não muito distante, no qual as tensões raciais estão a ponto de explodir. Negros são chamados de pessoas com melanina acentuada e lutam por seus direitos básicos. Antonio (Alfred Enoch) é um advogado que acredita no poder da palavra e trava batalhas diárias por mudanças nas leis, buscando reparação histórica.

O governo federal brasileiro decide decretar uma ‘Medida Provisória’ para reparar o passado escravocrata do país: a medida prevê enviar de volta à África todos os negros brasileiros que assim o desejarem, no intuito de fazer com que essas pessoas se reconectem com suas raízes. Diante da baixa adesão e da possibilidade de se livrar de boa parte da população, os funcionários Isabel (Adriana Esteves) e Santiago (Pablo Sanábio) não pouparão esforços para realizar a higienização social do país através da manutenção exclusiva das pessoas brancas. Mas, do outro lado, haverá resistência, e muita, à essa absurda imposição governamental. Encabeçadas pelo casal Capitu (Taís Araújo) e Antônio (Alfred Enoch, de ‘Harry Potter’), e pelo melhor amigo André (Seu Jorge), que contarão com a rede de apoio de pessoas brancas contrárias à MP, como a jovem Sara (Mariana Xavier), namorada de André.


De acordo com os críticos, o filme extremamente emocionante, até mesmo nos créditos, que rola montagens que mesclam os atores do longa com grandes referências pretas do mundo. Inspirado na peça ‘Namíbia, não!’ escrita por Aldri Anunciação – que Lázaro dirigiu em 2011 –, o longa intercala os gêneros do drama com a ficção científica conduzidos por pinceladas cômicas (encabeçadas caricaturescamente por Seu Jorge) para abordar um tema seríssimo e infelizmente atual, e o faz de maneira intensa, profunda e verdadeira, com o devido respeito e revolta que o argumento pede.


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