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MÊS DO ROCK NA CCMQ TEM EXPOSIÇÃO, DOCUMENTÁRIO E INAUGURAÇÃO DE PALCO EM HOMENAGEM A LORY F.


Foto: Fernanda Chemale

A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ – Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), recebe a partir de 24 de julho a exposição “Lory F. - Você vai ser obrigado a me escutar”. Além da mostra apresentada na Sala Radamés Gnattali, a CCMQ lança um documentário sobre a vida e a obra da homenageada, que também passa a denominar um novo espaço do complexo cultural, o Palco Lory F.


Lorice Maria Finocchiaro – Lory F. –, nascida em Porto Alegre, em 24 de setembro de 1958, é figura essencial para o rock’n’roll brasileiro. Desde o final dos anos 70, a baixista, cantora, compositora, produtora musical e desenhista fez parte de inúmeras bandas, como Cor de Rosa, Sempre Livre, Sombras da Noite, Pretty Woman Band e a sua Lory F. Band.


Vivendo e produzindo com intensidade, Lory faleceu em 11 de agosto de 1993, em função de complicações da AIDS, deixando o antológico disco póstumo, "Lory F. Band”, lançado em 1996. Com produção das irmãs Laura e Deborah Finocchiaro e da amiga Fernanda Chemale, o álbum traz Lory como vocalista, baixista e líder da banda que reunia músicos de peso como Ricardo 'King Jim' Cordeiro no sax e voz (principal parceiro de composição de Lory), Marcinho Ramos e Marcelo Fornazier nas guitarras, Edinho Espíndola e Edinho Galhardi na bateria.


“Lory F. - Você vai ser obrigado a me escutar” é uma mostra documental com curadoria de Joana Alencastro. Fruto de pesquisa da jovem acadêmica em História da Arte, que trabalha com intersecções entre a música e as artes visuais, a exposição reúne fotos, vídeos, cartazes, flyers, notícias de jornais, desenhos, bilhetes, documentos pessoais e outros itens que fazem um resgate histórico da vida e da obra musical de Lory Finocchiaro.


No dia 23 de julho, véspera da abertura da exposição na CCMQ, o disco "Lory F. Band” estará em todas as plataformas digitais, com apoio da gravadora Cogumelo Records e distribuição da Nikita. “Forjado nas ruas de Porto Alegre, uma cidade fria e sonolenta, careta e cheia de preconceito. Parido por uma mulher em meio a um ambiente normalmente dominado por homens, seria difícil que não soasse como soou”, comenta sobre o disco Ricardo Finocchiaro Bolsoni, filho de Lory.

Fotos: Fernanda Chemale

PALCO, DOCUMENTÁRIO E SHOW DE LUCINHA TURNBULL

Ao longo da exposição, que ocupa a Sala Radamés Gnattali durante o segundo semestre de 2021, acontece o lançamento de um mini documentário que registra a trajetória e o legado da emblemática roqueira porto-alegrense. O promissor cineasta Fredericco Restori, convidado pelo núcleo de curadoria da CCMQ para assinar a direção do filme, constrói a narrativa a partir de entrevistas com pessoas próximas a Lory e documentos do acervo familiar. A produção audiovisual ficará disponível nas redes sociais da Casa de Cultura.


O diretor da Casa de Cultura, Diego Groisman, destaca que a Sala Radamés Gnattali, recentemente inaugurada como espaço expositivo, é mais um local destinado à musica e a outras manifestações artísticas na CCMQ. “Ao darmos o nome de Lory F. ao palco também situado no quarto andar da instituição, estamos eternizando a presença e a importância de mais uma mulher gaúcha na história da música e da cultura brasileira”, observa Groisman. O dirigente cultural adianta ainda que a inauguração oficial do Palco Lory F., programada para setembro, contará com show da lendária instrumentista Lucinha Turnbull, guitarrista de músicos como Gilberto Gil e Rita Lee.


TRAJETÓRIA ETERNIZADA

A iniciativa da CCMQ reafirma e eterniza a memória e o legado de Lory Finocchiaro em um dos mais importantes espaços culturais do País. “Essa homenagem é um grande presente, para mim, para minha família, para os amigos e admiradores da Lory e principalmente para o público e as novas gerações, que terão a oportunidade de conhecer a obra tão atual e viva, Rock’n’Roll na veia, dessa grande artista. Agradeço demais à direção da Casa de Cultura e à Cida Pimentel, diretora da Discoteca Natho Henn, que indicou o nome da Lory para batizar o palco”, diz a atriz, diretora e produtora Deborah Finocchiaro, irmã de Lory F.


Deborah relata ainda o envolvimento da família e a emoção de reencontrar amigos e conhecer novas pessoas envolvidas com as lembranças de Lory. “Tem sido um enorme prazer reaproximar pessoas e escutas, conhecer a Joana, estar com o Fredericco, ver essa união de forças da família e amigos. Está sendo muito intenso e profundo rever todo esse material, remexer em pastas, arquivos, imagens, histórias, lembranças... voos e saltos, ressignificações e muita música de excelente qualidade”.


Exposição “Lory F. - Você vai ser obrigado a me escutar”

Quando: a partir de 24 de julho

Onde: Sala Radamés Gnattali – 4º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre)

Horário de visitação: segunda a sexta, das 10h às 18h. Sábados, das 13h às 18h.


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Foi muito importante para mim o aprendizado com a Lory. Produzimos o "Sinal de Alerta", seu último show, com participação das bandas: Justa Causa, Bandalieta, Groo Brothers, M-16 e a F. Band, é claro, com Helena T. nos backing vocals. A ideia é que a verba da noite no Araújo Vianna seria destinada à finalização do CD, que acabou saindo três anos depois da partida de Lory, graças aos esforços dos músicos envolvidos e das irmãs Laura e Débora. O ROCK VENCEU, LORY F. Obrigada pra sempre, Helena Theodorellos, Alemoa, como vc me chamava. Te amo!!!

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Laura Finocchiaro
Laura Finocchiaro
15 Ιουλ 2021

Projeto ousado, corajoso e fundamental para revelar uma artista que faz parye da história do rock brasileiro. Orgulho total e felicidade infinita! Parabéns e obrigada para todes envolvidos! o rock venceu! Lory F. vive!

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