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Investigações na Smed, irresponsabilidade no sistema contra enchentes e incêndio na Pousada Garoa enfraquecem candidatura de Melo

A atuação durante as enchentes, o incêndio na Pousada Garoa, as investigações sobre irregularidades na Smed e a imagem associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro estão colocando em cheque a candidatura de Sebastião Melo (MDB). A cada nova fase das investigações por parte da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o seu projeto de reeleição à Prefeitura de Porto Alegre parece derreter. A operação Capa Dura, que apura supostas irregularidades em processos de compra realizados pela Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (Smed), vem "chamuscando" ainda mais a já desgastada imagem do atual prefeito. Com a possibilidade de Nelson Marchezan Júnior concorrer novamente à Prefeitura, a candidatura de Melo fica seriamente ameaçada.


Os movimentos do Cidadania e do PSDB, partidos que firmaram federação, podem servir como uma espécie de termômetro para a candidatura de Melo. O Cidadania defende a candidatura da deputada Any Ortiz, enquanto a executiva estadual tucana, comandada pela prefeita de Pelotas Paula Mascarenhas, insiste no nome de Nelson Marchezan. A repercussão das investigações na Smed fragilizou ainda mais a candidatura de Sebastião Melo. Se Marchezan realmente for candidato, Melo perderá uma fatia substancial dos votos. Quem ganha com a divisão dos votos do atual e do ex-prefeito é a candidata Maria do Rosário (PT), que vem se fortalecendo a cada dia e que conta com o apoio do PSOL, PCdoB, PV e, talvez, do PSB e do PDT, em caso de disputa no segundo turno. INVESTIGAÇÕES

Nesta sexta-feira (5/7), mandados foram cumpridos na Capital e em outras 11 cidades, incluindo localidades de Santa Catarina e Paraná: Lajeado, Estrela, Novo Hamburgo, Gravataí, Estância Velha, Canoas, Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Palhoça (SC), Jaraguá do Sul (SC) e Colombo (PR). Conforme a Polícia Civil, esta nova etapa ampliou o espectro da investigação e analisa cinco processos de compra ocorridos em 2022.

Segundo os investigadores, os contratos teriam sido firmados com empresas envolvendo diversos itens, como brinquedos pedagógicos, kits de robótica, livro e assessoria ambiental. Os processos indicariam direcionamento e conluio da administração com as empresas. A Polícia Civil indicou que os processos de compra seriam iniciados com o oferecimento do produto diretamente pela empresa, que já apontaria qual ata deveria ser aderida e a atuava de forma que o termo de referência fosse direcionado para a aquisição do produto oferecido.


A inversão no processo de compra, que não teria iniciado a partir de um estudo técnico, fundamentado na necessidade e adequação, teria resultado na compra de produtos desnecessários ou em excesso, o que contraria o interesse público. O custo total teria ultrapassado R$ 58 milhões.

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