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Galeria Ecarta abre três novas exposições na terça-feira, dia 12 de dezembro


Bando do Barro, Coletivo Las Mariposas e Marina Reidel estão nas mostras que estarão abertas à visitação até 28 de janeiro com entrada franca

 

Na próxima terça-feira, 12/12, 19h, abrem três exposições que marcam o fim de ano da programação artística 2023 na Galeria Ecarta. Cerâmica de 23 artistas, instalação interativa sobre feminismo e produções sobre os desafios da população trans ocupam os três diferentes espaços de artes visuais da Fundação Ecarta.

 

O Bando do Barro traz a diversificada produção do grupo de artistas que utiliza a cerâmica como expressão numa proposta de diálogo e escuta do barro com curadoria de Alexandra Eckert.

 

Selecionada pelo Edital Ecarta para o Espaço Potência, o coletivo Las Mariposas, da Casa de Referência Mulheres Mirabal, apresenta a instalação "El Tendedero", da artista mexicana Mónica Mayer, um varal artístico que convoca a participação do público para tratar das questões do feminismo.

 

No projeto Professor Artista/Artista Professor, Marina Reidel expõe sua via crucis abordando por meio da arte agressões ao que o corpo trans é ainda submetido na sociedade.

 

Coletivo Bando de Barro

 Com o tema “Diálogo: a escuta do barro”, a mostra enfoca a interação e reciprocidade destes ceramistas com os seus materiais e fornos. Participam artistas gaúchos, de Santa Cataria e São Paulo: Adriana Giora, Alexandra Eckert, Carusto Camargo, Cinthia Sfoggia, Emília Gontow, Fernando Lima, Gilberto Menegaz, Gustavo Rigon, Izane Schul, Kika Zanella, Leonardo Ternus, Lia Freitas, Márcia Braga, Martina Berger, Miriam Gomes, Nadia Saad, Nico Giuliano, Roberto Bitencourt, Rodrigo Núñez, Rosana Bortolin, Silmara Zago, Soraya Girotto e Viviane Diehl.

 

O Bando de Barro começou, em 2007, com um grupo de professores e de ex-professores, de alunos e ex-alunos do Instituto de Artes da Ufrgs Ulbra e Feevale, pessoas interessadas em cerâmica, curiosos de primeira viagem, no Rio Grande do Sul. Atualmente, participam artistas-ceramistas de várias cidades do Brasil. Em 2008, recebeu o II Prêmio Açorianos de Artes Plásticas - Destaque em Cerâmica – pela Exposição "Colunas" na "Essa Poa é Boa".

 

O varal como símbolo

Com o título “El Tendedero de Mónica Mayer - Romper Silêncios, Fomentar Redes” a mostra do coletivo Las Mariposas reproduz a obra seminal da artista Mónica Mayer. Em 1978, a pioneira da arte feminista mexicana apropriou-se de um objeto ligado à domesticidade da mulher, o varal de roupas, para criar uma obra participativa sobre as experiências das mulheres no espaço urbano a partir da provocação “Como mulher, o que mais detesto na cidade é:”. As centenas de respostas obtidas foram, em sua maioria, relacionadas aos episódios de violência e assédio vividos por mulheres.

 

A obra continua sendo reativada em diferentes contextos, sob orientação da artista, por coletivos no mundo inteiro, tensionando discursos machistas e hierárquicos, e promovendo a criação de redes de diálogo sobre como superar situações de assédio em suas 

diferentes formas.

 

O Coletivo Las Mariposas é formado pelas artistas Karen Villela e Rob Scharcow, pelas historiadoras da arte Gabriela Traple Wieczorek e Mariá Battesini Teixeira, pela artesã Juliana Isidoro e pela urbanista e pesquisadora Bárbara Rodrigues Marinho, a partir do núcleo artístico-cultural da Casa de Referência Mulheres Mirabal, com proposições artísticas e culturais derivadas do artivismo feminista em relação com a conscientização e idealização de futuros livres de violência.

 

Corporeidade trans: fragmentos cotidianos

 O Brasil é o país que mais mata a população trans no mundo ao mesmo tempo em que lidera os acessos à pornografia trans. A exposição no projeto Professor Artista/Artista Professor apresenta uma seleção de obras sobre a pesquisa de Marina Reidel que trata da questão do ativismo social das pessoas trans e representa os processos de violência.

 

A artista apresenta uma instalação composta por objetos, oratórios e capelas convidando a perceber cenas do cotidiano destes corpos em fronteira violentados socialmente numa espécie de Via Crucis contemporânea.

 

Marina Reidel  é uma mulher transexual, professora arte-educadora da Fundarte em Montenegro e Supervisora Escolar da Escola Estadual Especial Renascença em Porto Alegre. Professora há 33 anos, é licenciada em Artes Visuais pela  Universidade Feevale pós-graduada  em Psicopedagogia pela Universidade Castelo Branco do Rio de Janeiro e mestra em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

Atuou como gestora pública da política LGBT do estado e no governo federal. Coordena o Fundo Positivo LGBTQIA+ no RS. Como ativista social e arte educadora desenvolve trabalhos em diversas linguagens das artes visuais voltados aos direitos humanos.

 

SERVIÇO

O QUÊ: Abertura de três exposições na Fundação Ecarta

DATA: 12 de dezembro 2023, 19h

Visitação: Até 28 de janeiro, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Entrada franca

LOCAL: Avenida João Pessoa, 943 – Porto Alegre/RS

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