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Escala a guerra no Oriente Médio, por Adroaldo Bauer Corrêa*

O Irã iniciou no sábado (13/4) retaliação contra Israel. A CNN informou que Tel Aviv detectou cerca de 100 drones e mísseis iranianos disparados contra estações de energia elétrica e estações civis. Autoridades militares israelenses revelaram que dezena de mísseis de cruzeiro, balísticos e drones foram interceptados no espaço aéreo israelense e grande quantidade de outros foi abatida por aliados no trajeto do Irã a Israel, inclusive nas Colinas de Golan, território sírio ocupado por Israel desde 1973.


Além do Domo de Ferro, escudo defensivo próprio, Israel conta com o apoio de cruzadores, destroieres e porta-aviões da Marinha dos EUA e do Reino Unido fundeados ao largo da costa leste do Mediterrâneo e no Mar Vermelho com poderio também para defesa e ataques aéreos e terrestres.


Não há informações sobre danos, baixas militares ou vítimas civis em solo israelense até o momento.


Nem sobre movimentos de contra-ataque de Tel Aviv, que poderão ocorrer à revelia dos apelos da ONU para a cessação de hostilidades e contra a escalada bélica no Oriente Médio.


Israel bombardeou em primeiro de abril último o consulado do Irã na Síria, ação que resultou no assassinato de seis militares iranianos, entre esses dois comandantes de alta patente do regime de Teerã, chefes da Guarda Nacional xiita. Ato tido como provocação de Israel com vistas a internacionalizar o conflito em razão da condenação mundial dos excessos israelenses no combate ao Hamas, que se tornou genocídio de palestinos no Gueto de Gaza, com a matança de mais de 33.000 civis, a maioria mulheres e crianças, essas em torno de 13.000. Irã, Iraque e Líbano fecharam por completo o espaço aéreo de seus países.


Egito, Qatar, Kwait e Jordânia também adotaram medidas de segurança ante a iminência da escalada da guerra.


A ONU está convocando reunião do Conselho de Segurança, o mesmo que aprovou resolução de cessar-fogo em Gaza, onde palestinos são alvo de bombardeios há mais de seis meses, desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, decisão completamente desconsiderada pelo governo de Benjamin Netanyahu. Representação diplomática do Irã na ONU divulgou nota informando que o lançamento de mísseis e drones contra Israel "foi retaliação e está resolvido". E que "Se Israel errar de novo, será pior," alertando os EUA para que não atue no conflito. A nota iraniana foi divulgada pelo canal SIC Internacional. Soaram dezenas de sirenas em Israel desde o início da noite lá, cerca de 18 horas de Brasília.


Centenas de pontos luminosos foram vistos cruzando os céus, explodindo no ar mísseis e drones interceptados pelo Domo de Ferro e demais sistemas de defesa de Israel.


Destaca-se no episódio a informação de que a aviação da Jordânia interceptou drones ou mísseis iranianos no espaço aéreo jordaniano rumando para Israel. A CNN também informou que bases americanas no Oriente Médio, no Qatar, Kuwait, no Barhen e nos Emirados Árabes Unidos teriam interceptado drones iranianos que rumavam para Israel. O Conselho de Segurança e Defesa de Israel encerrou reunião cerca das 22 horas de Brasília com a decisão unânime (o que significa uma reunificação de governo e oposição israelenses) de que Tel Aviv deve responder ao ataque iraniano de retaliação, possivelmente com ataques para destruição de fábricas e depósitos de equipamentos militares em território do Irã.




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