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Documentário sobre assassinato de Bruno e Dom vence prêmio Vladimir Herzog

Nesta terça-feira (10),

“Vale dos Isolados: O Assassinato de Bruno e Dom”, conquistou o prêmio Vladimir Herzog de melhor produção jornalística em vídeo. Com direção da jornalista Sônia Bridi, o filme investiga o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, ocorrido em junho do ano passado.


A equipe passou 100 dias filmando na região do Vale do Javari, no Amazonas, onde o crime aconteceu. Lideranças indígenas, amigos de Bruno e Dom, autoridades e pescadores ilegais foram ouvidos para construir um panorama da violência presente na região negligenciada pelo Estado, que tem o maior número de indígenas isolados do mundo. é resultado de um consórcio de 16 veículos de imprensa do mundo todo.


“Vale dos Isolados: O Assassinato de Bruno e Dom”, recebeu o prêmio no dia 10 de janeiro e concorreu na mesma categoria com documentários como "Boate Kiss – A tragédia de Santa Maria" e "Madeira ilegal. Da Floresta até o Destino Final". Na semana passada, a Justiça do Amazonas decidir levar os réus acusados pela morte de Bruno e Dom a júri popular. Os três acusados, dois dos quais réus confessos, estão em prisão preventiva e serão julgados pelos crimes de duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.


DEZ DIAS EM BUSCA DOS CORPOS

Bruno denunciava atividades ilegais da região, como pesca, mineração e exploração de madeira. E o jornalista Dom acompanhava o trabalho do indigenista para o livro “Como salvar a Amazônia”, que estava escrevendo. No dia 5 de junho de 2022, os dois foram vítimas de uma emboscada no Rio Itaguaí. O indigenista foi atingido três vezes por tiros de espingarda, nas costas e no rosto, e o jornalista uma vez. Os assassinos esconderam seus pertences e afundaram sua embarcação para não deixar rastros. Os corpos só foram localizados após dez dias de buscas intensas na região.

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