DESISTIR NÃO É UMA OPÇÃO!, POR SILVANA CONTI*
Temos que disputar as mentes e os corações das e dos 33,4 milhões de brasileiras e brasileiros que não foram votar.

As urnas de ontem precisam ser lidas para além dos números de uma eleição. O que estamos vivendo no Brasil faz parte de uma disputa mundial de projetos de sociedade.
A extrema-direita avança em diferentes países, enquanto forças neoliberais e ultraconservadoras encontram terreno nas inseguranças produzidas pela desigualdade, pela precarização do trabalho e pela concentração da riqueza.
Na América do Sul, sucessivas vitórias das direitas também alteraram profundamente a correlação de forças dos últimos anos.
E é justamente de correlação de forças que precisamos falar. O resultado da eleição presidencial revelou uma parte do tabuleiro. O poder também se disputa no Congresso, nos governos estaduais, nos territórios, na comunicação, na economia e na capacidade de organizar interesses sociais.
A nova Câmara ajuda a dimensionar esse cenário. O PL elegeu 121 das 513 cadeiras, e ainda há 87 cadeiras da Federação União Progressista, 43 do PSD, 41 do Republicanos, 36 do MDB, 27 do Podemos e 10 do Novo. Enquanto a Federação Brasil da Esperança — PT, PCdoB e PV — conquistou 88. Federação PSOL-Rede (15), PSB (15) e PDT (6). É nesse Congresso conservador e de extrema–direita, que serão disputados orçamento, direitos trabalhistas, políticas sociais, tributação, proteção ambiental e tantas outras questões que atravessam concretamente a vida da população.
Teremos enormes desafios.
O Senado acende outro sinal importante. Das 54 cadeiras disputadas, o PL conquistou 19 e deverá iniciar 2027 com 28 dos 81 senadores, enquanto diferentes partidos do campo progressista, do centro e da direita compõem o restante da Casa. O dado importa porque o Senado possui poder sobre leis, emendas constitucionais, autoridades indicadas para instituições de Estado e processos políticos decisivos. Portanto o cenário piorou, pois a grande maioria não representa os anseios do povo brasileiro.
Nos estados, 20 governos foram definidos no primeiro turno e outros sete serão decididos no segundo. O PL conquistou cinco governos; PSD, quatro; PT e Republicanos, três cada, além dos demais partidos. Governadores controlam máquinas estaduais, orçamentos, políticas públicas e possuem capacidade de articulação nacional. Também aí se desenha a correlação de forças do próximo período.
Portanto no dia 25 de outubro será as eleições das nossas vidas, o segundo turno será decisivo para o presente e para o futuro das próximas gerações.
Será DEMOCRACIA OU BARBÁRIE
O compromisso de Lula é melhorar as nossas vidas, garantir a democracia, a soberania nacional, os direitos humanos e trabalhistas, com a participação popular, com a vida das mulheres, negras e negros, quilombolas, LGBTQIA+, pessoas com deficiência, ciganas, juventudes, idosas, educação pública laica de qualidade social, SUS, e UM BRASIL DAS BRASILEIRAS(OS) não subjugado ao imperialismo estadunidense e a ninguém.
A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado. Temos o melhor projeto para o Brasil, e estamos do lado certo da história.
Bora organizar a turma do Lula, a turma que defende a vida, a dignidade, os direitos do povo brasileiro.
Sem medo de ser feliz! *Silvana Conti é Doutoranda em Educação, Vice Presidenta UBM BRASIL e
CTB/MUNICIPARIA. 📲 CURTA, COMPARTILHE E CONTRIBUA
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