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BOLSONARO INSUFLA PMS CONTRA DECISÕES JUDICIAIS DE ALEXANDRE DE MORAES SOBRE ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS


O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, se reúne com comandantes das Polícias Militares dos estados, nesta quarta-feira (23/11), em Brasília, para discutir os protocolos de segurança adotados nas eleições. No entanto, pelo menos dois comandantes, o de Santa Catarina e do Paraná, anunciaram que não participarão do encontro.


Assim como os militares, a maioria do efetivo das PMs nos estados apoiou a reeleição de Jair Bolsonaro e, ao que tudo indica, adotaram uma espécie de "operação tartaruga" em relação às decisões judiciais que determinam com o fim dos protestos antidemocráticos no país. As atitudes de Bolsonaro, sua reclusão pública e o distanciamento de tudo e de todos, são parte da estratégia para que não seja identificado como líder do movimento, o que pode gerar consequências desastrosas para o presidente.


No entanto, fica cada vez mais evidente a participação direta de Bolsonaro na tentativa de golpe contra a democracia brasileira. O próprio presidente vem orquestrando as ações de rua, como bloqueios de rodovias e protestos junto aos quartéis, e os movimentos políticos que faz para anular as eleições. A representação apresentada na terça-feira (22/11) pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é uma das ações arquitetadas pelo atual presidente, com objetivo de permanecer no cargo. permaneça no cargo.


"Na semana anterior ao feriado do dia 15 de novembro, Bolsonaro chamou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao Palácio da Alvorada para dizer-lhe que apressasse a conclusão do documento — ele queria vê-lo divulgado nesta semana, como ocorreu ontem, às 16h", revelou a jornalista Thaís Oyama, do UOL.


Bolsonaro ainda determinou quais seriam os papéis de Valdemar, do engenheiro Carlos Rocha, do advogado do PL, Marcelo Bessa, e do marqueteiro Duda Lima na divulgação do relatório. "O advogado Bessa ficou encarregado da fala mais forte. 'As inconsistências não permitem atestar que as urnas registraram o resultado eleitoral segundo a vontade dos eleitores', afirmou Bessa. Também sem provas, o advogado declarou que nas urnas em que, segundo o relatório do engenheiro Rocha não teria havido problemas, 'Bolsonaro teve 51% dos votos e Lula, 48,95%'. O advogado não explicou como chegou a esses números". Ou seja, partiu de Bolsonaro a ordem para divulgação do documento nas redes sociais do PL, facilitando a distribuição para grupos bolsonaristas. Não será difícil comprovar que Bolsonaro vem insuflando o golpe. Em 2021, o presidente tentou criar um ambiente de guerra civil no Brasil ao conclamar seus apoiadores a participarem das atividades do 7 de setembro. Acabou ridicularizado, quando deveria mesmo é ter sido preso, sendo submetido, antes, a um processo de impeachment.

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