"BAILE DAS COBRAS" É O TÍTULO DO EDITORIAL DA 21ª EDIÇÃO DO JORNAL GRIFO. BOA LEITURA!

A traição é a matéria prima do caldo politico no qual estamos entornados. A Lava Jato que produziu o golpe de 2016 e a prisão de Lula têm o mesmo DNA da perfídia e da deslealdade. A intriga foi o fermento que produziu Moro, derrubou Dilma, prendeu Lula e pariu Bolsonaro. Por isso a mídia, que sovou a massa deste indigesto prato, não se surpreende como deveria com a traição presente nas movimentações partidárias, ou quase isto, que antecedem as eleições deste ano. Eduardo Leite, o bom moço do PSDB, encarna este judas fashion, que, para chegar ao seu objetivo, trai seu partido, passa por cima de seu companheiro de agremiação e consolida a deslealdade como método num país que precisa urgentemente da franqueza. O baile de cobras patrocinado por Leite e Doria são apenas a expressão desta moralidade miliciana que tomou conta do país a partir da determinação da elite econômica de varrer a esquerda do cenário político nacional. Mas, em baile de cobras é preciso usar perneira de couro e é assim que Grifo se apresenta: com perneira de cartuns e textos que enfrentem as cobras e assumamos a dança.
A farra dos generais, embora engraçada, se insere nesta grande traição que os poderosos imprimem aos brasileiros desde a chegada dos europeus e a enorme violência impressa aos povos originários e suas florestas. De tudo que nos acomete, a broxura dos generais é a mais alentadora e pode significar a retomada da potência social. Por isso torçamos para que o Viagra, as próteses, o botox, o gel e o tônico capilar não rejuvenesça está tropa geriátrica de tal maneira a não conseguirem erguer sequer pensamentos de exercício de poder. A broxada dos milicos, além de engraçada, é uma boa notícia.
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