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AS PALAVRAS RETUMBANTES DE FERNANDA KAINGANG: "O GENOCÍDIO DOS POVOS INDÍGENAS NÃO ACABOU"


Antes dos portugueses chegarem ao Brasil, cerca de 3,5 milhões de indígenas habitavam o que depois se tornou o nosso país. No início de abril deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Censo Demográfico registra 1.652.876 pessoas indígenas em todo o país, incluindo a Terra Indígena Yanomami, dividida entre os estados de Roraima e Amazonas.


No Rio Grande do Sul, no século XVII, viviam pelo menos 40 povos indígenas diferentes.

Atualmente, existem apenas três povos indígenas, os Kaingang, Guarani e Charrua, que somam mais de 33 mil pessoas. O Kaingang é o terceiro maior povo indígena do Brasil em população e vivem no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o Sul de São Paulo. Apesar de ter uma população com cerca de 45 mil pessoas, habitam as menores terras no país. Ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha sido responsável por um dos piores governos da nossa história, cometendo atrocidades em relação aos povos indígenas, o genocídio começou bem antes. O novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem a obrigação de proteger e defender os povos indígenas. Além de uma questão humanitária, promover a reparação por meio de medidas e iniciativas efetivas, é bem mais que um compromisso moral e político. É urgente barrar o genocídio dos povos indígenas, que infelizmente não acabou.


Em 2021, Fernanda Kaingang fugiu da Terra Indígena Serrinha, com medo de ser assassinada em função das denúncias que faz sobre o arrendamento ilegal que beneficia os plantadores de soja. Advogada e mestra em direito público, doutoranda em arqueologia pela Universidade de Leiden, na Holanda, Fernanda foi uma das convidadas do Fórum Social Mundial Justiça e Democracia, realizado em abril do ano passado, em Porto Alegre.


O www.esquinademocratica.com que a defesa dos povos indígenas é prioridade do Brasil, sendo responsabilidade de toda sociedade e compromisso de todos governos.




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