ACUSAÇÕES DE BOLSONARO CONTRA PSOL E PT GERAM DÚVIDAS QUE ESTÃO NO DOCUMENTÁRIO "A FACADA DO MITO"
- Alexandre Costa

- 15 de jul. de 2021
- 2 min de leitura
As informações sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro indicam que o presidente está consciente, sem dor, não sofre mais com os soluços e até o momento está descartada a necessidade de cirurgia e também não existe previsão de alta. Na quarta-feira (14/7), após ser internado em Brasília, Bolsonaro usou as redes sociais para responsabilizar o PSOL e o PT pelo seu estado de saúde. De acordo com o presidente, o seu atual quadro clínico é consequência da facada desferida por Adélio Bispo durante a campanha eleitoral de 2018.

As acusações de Jair Bolsonaro acabaram reacendendo inúmeras polêmicas sobre o fato. Além da ausência de sangue no momento em que foi atingido, o documentário "A Facada do Mito", produzido a partir de reportagens e imagens captadas no momento do atentado, levanta diversas dúvidas sobre a facada desferida por Adélio Bispo em Bolsonaro. O vídeo sugere que o atentado foi armado e que Adélio fazia parte de uma equipe que o protegeu logo após a ação. O vídeo foi construído a partir de imagens feitas no dia do crime e, por isso, questiona alguns fatos. Um deles é que os seguranças do então candidato proibiram um fotógrafo do jornal Tribuna de Juiz de Fora, que estava próximo a Bolsonaro de fazer imagens. Também há uma movimentação no mínimo intrigante de pessoas que estavam muito próximas do então candidato. O documentário foi exibido pelo canal “True or not” e mostra que Jair Bolsonaro vinha apresentando uma série de problemas em seu estômago meses antes, chegando inclusive a participar de eventos religiosos, onde foram feitas orações para “cura” de seu problema. No dia do atentado, a primeira agenda em Juiz de Fora foi a visita a um hospital de câncer, onde foi proibida a entrada da imprensa e até do presidente do PSL.
"A Facada do Mito" também chama a atenção para um episódio, registrado dias antes em Juiz de Fora, onde um grupo de policiais se envolveu em um tiroteio, relacionado à apreensão de R$ 15 milhões. Os envolvidos foram defendidos pelos mesmos advogados de Adélio Bispo.
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