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A ELEIÇÃO DAS NOSSAS VIDAS!, POR SILVANA CONTI (*)


Escrevi o poema: O verde e amarelo é nosso, logo que o Brasil foi tomado de assalto pelos fascistas, que roubaram nossos direitos, nossos símbolos e nossos sonhos. Já publiquei várias vezes, mais como estamos a 3 dias da eleição das nossas vidas, considero importante reescrevê-lo.

“O verde e amarelo é nosso

O verde e amarelo é meu, é teu, é nosso.

Não é...

De nenhum reaça

De nenhuma mídia

De nenhum fascista

De nenhum machista

De nenhum racista

De nenhum pastor, senhor, doutor, fundamentalista, capitão do mato, ditador, torturador, golpista.

O verde e amarelo é meu é teu é nosso.

O verde e amarelo é do Brasil”.

O Estado Brasileiro a muito tempo está distante de cumprir as determinações da carta magna, e principalmente pós 2016 e no momento de pandemia, as desigualdades sociais foram escancaradas, vivemos em meio à esta crise política, institucional e civilizatória, em que o acirramento da luta de classes se apresenta na fase mais aguda da crise estrutural do capitalismo, tendo a barbárie, o racismo estrutural e a violência institucional como regra na organização do Estado.


As desigualdades sociais entre mulheres e homens negros e não negros(as) se aprofundam cada vez mais. Os dados são nítidos no que tange a dura realidade da população negra no Brasil. A fome, o desemprego, a insegurança alimentar, a violência têm cara, cor e gênero em nosso país. Não aguentamos mais.


O presidente fascista atacou em primeiro lugar os direitos da classe trabalhadora, impedindo a política de valorização do salário-mínimo iniciada no governo Lula. A política econômica do presidente fascista operou com reajustes menores e sem aumento real, tornou o salário-mínimo um instrumento de compra cada vez mais insuficiente e com menos itens da cesta básica.


Vivemos em um Brasil violento com milhões de pessoas que passam fome e estão desempregadas. É importante resgatarmos o trabalho como categoria que funda o ser social e que está presente em qualquer sociedade, porém, o que vai alterar não é a base ontológica dele, mas a forma que se configura em cada sociedade ao longo da história.


O trabalho em Marx (1985), apresenta uma dúplice determinação: é trabalho útil concreto, destinado a atender as necessidades humanas e trabalho abstrato, inerente à sociedade capitalista, em que predomina o valor de troca, destinado à acumulação e reprodução de capital.


Nestes tempos de fascismo e de barbárie, a classe trabalhadora vive desamparada, escravizada, uberizada, terceirizada e além de tudo isso, a fila dos(as) desalentadas(os) cresce cada vez mais. A fila do osso só aumenta.


​Segundo a revista nature, que é um tradicional veículo de comunicação britânico: “Mais 4 anos de Bolsonaro, o dano pode ser irreparável.”


O genocida assumiu o cargo negando a ciência, atacando as instituições brasileiras, retirando direitos dos(as) trabalhadoras(es), potencializando a violência contra as mulheres, as(os) LGBTQI+, negros e negras e ameaçando os direitos e a vida dos povos indígenas.


Além de ter contribuído com a morte de mais de 700 mil pessoas durante o COVID, também fez cortes no orçamento da saúde; e o CNS alerta para descontinuidade de serviços essenciais em 2023.


Essa eleição é marcada por posições polarizadas bem definidas que colocam em risco o Estado Democrático de Direito, a democracia e o avanço do processo civilizatório. Não é uma eleição qualquer, estamos em uma encruzilhada história que nos coloca entre a civilização e a barbárie.


A truculência bolsonarista já tem demonstrado os seus resultados: Mortes, ameaças, agressões físicas e verbais, e a demonização dos vermelhos da esquerda, o ataque aos movimentos sociais, o sequestro dos símbolos nacionais, o uso da fé do povo para incitar a violência as igrejas, casas de religião de Matriz Africana, templos que não veneram o “mito”, são atacados, e suas lideranças religiosas ameaçadas cruelmente.


As Marchas para Jesus serviram como palanque eleitoral para o presidente, espaços das pautas antidemocráticas e de favorecimento do lema usado pelo fascismo à brasileira “Deus, Pátria e Família”.


Importante ressaltar que cresce, os diversos setores religiosos que fazem resistência e luta ao discurso do ódio e da violência que se entranhou em diversas igrejas. Pastores e padres progressistas se unem em defesa da democracia, da vida, dos direitos de o povo ter uma vida digna.


A eleição das nossas vidas, como temos chamado, também é palco de uma explosão de denúncias de assédio eleitoral dos patrões, que atacam violentamente as(os) trabalhadores e trabalhadoras, com a intenção de coagir e obrigar o voto em Bolsonaro.


No dia de ontem (25/10), a pesquisa IPESPE mostrou que há 6% de eleitores(as) divididos entre anular o voto, votar em branco ou estão indecisos(as) neste momento.


Nos próximos 3 dias precisamos conversar com todas, todes e todos especialmente com as pessoas que não votaram em Lula no primeiro turno ou não compareceram às urnas.


É importante usarmos todas as “armas” que temos: irmos para as ruas dialogar com as pessoas nos territórios que moram, trabalham, estudam, buscar informações corretas, recorrer a ciência, a educação, buscar as pesquisas sérias, postagens nas redes sociais, testemunhos do quanto é importante termos um SUS humanizado, público e universal, termos uma educação pública, laica, antirracista e de qualidade social, panfletos que apresentem quais são as propostas de governo que a aliança LULA/ALCKMIN apresenta, para que o povo brasileiro possa levantar a cabeça, manter a espinha ereta, e recuperar os direitos fundamentais e o direito de sonhar e ser feliz.


Até a vitória, nos encontramos dia 30 de Outubro nas ruas! (*) Silvana Conti é Feminista, militante da luta antirracista, mestra em Políticas Sociais, dirigente nacional do PCdoB, dirigente nacional da UBM e vice-presidenta da CTB/RS.

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